A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu nesta quarta-feira, 22 de julho, o líder de uma quadrilha que atuava no Trecho 3 do Sol Nascente, expulsando moradores de imóveis sob ameaças e, em seguida, vendendo as propriedades. O suspeito é Matheus Vinícius Silva de Freitas, 29 anos, que segundo a investigação já respondia por outros crimes e cumpria prisão em regime aberto com tornozeleira eletrônica.
As apurações indicam que o grupo, com a participação de mais três suspeitos, invadia residências, ameaçava os moradores para desocupar os imóveis e, após isso, efetuava a venda das propriedades. O modo de operação foi descrito pela PCDF como semelhante ao praticado por milícias que atuam no Rio de Janeiro, envolvendo invasões, intimidações e venda dos lotes.
Entre as acusações estão roubo de veículo, esbulho possessório, associação criminosa e ameaça. A corporação também investiga indícios de estelionato, já que parte do dinheiro das supostas vendas desaparecia após as transferências.
Segundo o inquérito, ao menos quatro pessoas foram identificadas como vítimas. Em 23 de fevereiro, por volta de 15h30, criminosos teriam invadido uma residência no Sol Nascente, expulsado o morador e levado a moto da vítima. Em outro caso, um lote foi vendido por R$ 30 mil a terceiros, mas a transferência ocorreu e o dinheiro não foi devolvido à vítima.
Ainda conforme as investigações, outra moradia da mesma rua teve a casa tomada por quatro homens armados, que ameaçaram o proprietário e o caseiro para que não retornassem. O líder da quadrilha chegou a vender a residência para terceiros por R$ 60 mil. Em novo episódio, uma vítima foi ameaçada com arma de fogo para deixar a própria casa e não retornar, com a fechadura da residência sendo trocada para impedir o acesso.
A operação que prendeu o líder recebeu o codinome Imperium, referenciando ações policiais de grande porte voltadas ao desmantelamento de facções criminosas. A PCDF informou que as investigações continuam para esclarecer a atuação da quadrilha, confirmar o número exato de vítimas e aprofundar as apurações sobre os golpes envolvendo a venda de imóveis.
