Ford disputa contrato para criar novo caminhão tático do Exército dos EUA

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Palavras-chave: caminhão tático, Exército dos EUA, Ford, General Motors, BC Customs, protótipos, Silverado ISV-Heavy, F-Series Super Duty

Meta Descrição: Edição: Três montadoras disputam protótipos de caminhão tático para o Exército dos EUA; projeto envolve cerca de 600 unidades e alimentação de drones, segundo The Washington Post.

Três montadoras — Ford, General Motors e BC Customs — foram listadas pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos para desenvolver protótipos de um novo caminhão tático. O objetivo é criar uma plataforma capaz de transportar tropas e atuar como fonte móvel de energia para drones e sistemas de comando. A iniciativa prevê a entrega de aproximadamente 600 unidades para avaliação no próximo ano; o valor total do contrato não foi divulgado. A informação foi publicada pelo The Washington Post, parceiro do PrimeiroJornal.

Logotipo da Ford em um volante

Crédito: Nick Shoe / Shutterstock

No âmbito da proposta, a Ford planeja basear seus protótipos na família F-Series Super Duty, adaptando-os às exigências das forças armadas. A GM participa com uma versão derivada da Silverado, batizada ISV-Heavy, que já vem sendo avaliada por militares após aquisição de unidades para testes em campo. A BC Customs é a terceira participante no certame, sem maiores detalhes divulgados no momento.

Veículo tático da Ford em teste

Crédito: Philip Lange/Shutterstock

O Exército dos Estados Unidos busca uma plataforma que, além de transporte de tropas, possa atuar como unidade móvel de carregamento para equipamentos eletrônicos usados em missões, como drones e sistemas de comando e controle. As três propostas deverão ser avaliadas pela força militar ao longo dos próximos meses.

As montadoras atuam em um momento no qual líderes militares estimulam fornecedores a ampliar a participação na cadeia de defesa, com o objetivo de reduzir gargalos de produção e acelerar entregas. A Ford já teve laços históricos com as forças armadas em guerras anteriores, e a GM mantém uma divisão de defesa criada em 2017. A GM também estabeleceu acordos com a Lockheed Martin para ampliar a cooperação em componentes para o setor militar e tem até um contrato para fabricar 10 mil veículos leves de infantaria, condicionado à aprovação orçamentária.

Enquanto a Ford foca em veículos terrestres e na capacidade industrial, a GM avalia atuação mais intensa em segmentos pesados do setor de defesa, incluindo componentes de munições. A disputa, segundo a reportagem, reflete o esforço de modernizar a frota tática do Exército com soluções que possam atender às exigências modernas de mobilidade, energia e integração de sistemas.

Essa movimentação mostra a tendência de maior integração entre indústria automotiva e defesa, com a expectativa de que os protótipos avancem para demonstrações práticas nos próximos meses.

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