Resumo: BID amplia financiamento para segurança na América Latina e Caribe de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões (2026-2028); acordo durante a Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, em Brasília. Interpol participa da Força-Tarefa de Resposta Rápida; Brasil assume presidência temporária por 12 meses. Até R$ 5 bilhões em recursos previstos ao programa brasileiro contra o crime organizado.
Brasília, DF – O Banco Ibero-Americano de Desenvolvimento (BID) anunciou, nesta quarta-feira (5), a ampliação do volume de recursos destinados a ações de segurança pública na América Latina e no Caribe. O aporte passa de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões no período de 2026 a 2028, para financiar projetos de combate à violência e ao crime organizado.
A decisão foi anunciada durante a Cúpula da Alliance for Security, Justice and Development realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília. O presidente do BID, Ilan Goldfajn, informou que a demanda por recursos na região tem sido forte e que o aumento busca acompanhar esse cenário, já que as metas para três anos, traçadas pela iniciativa, começaram a avançar rapidamente.
Goldfajn ressaltou que, apesar de a América Latina corresponder a cerca de 8% da população mundial, a região concentra aproximadamente 33% dos homicídios globais, justificando a ampliação do financiamento para ações integradas de segurança, justiça e desenvolvimento.
A cúpula também marcou a entrada da Interpol na Força-Tarefa de Resposta Rápida Contra a Violência e o Crime Organizado, mecanismo criado para fornecer assistência técnica especializada e apoio a países em crises ou ameaças emergenciais, fortalecido pela nova parceria.
Valdecy Urquiza, secretário-geral da Interpol, afirmou que segurança, justiça e desenvolvimento devem ser tratados de forma integrada, destacando que a cooperação permitirá ampliar a capacidade de atuação por meio de missões técnicas, intercâmbio de conhecimento e apoio operacional.
Durante o encontro, o BID e o governo brasileiro assinaram um memorando de entendimento para ampliar a cooperação no enfrentamento ao crime organizado, prevendo até R$ 5 bilhões em recursos para o Programa Brasil contra o Crime Organizado.
Os investimentos deverão atender a ações como qualificação de investigações de homicídios, fortalecimento de presídios, combate financeiro às organizações criminosas e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.
A Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento foi criada para promover respostas coordenadas aos desafios de segurança na América Latina e no Caribe. A rede reúne 23 países-membros e 14 parceiros estratégicos, com o Brasil assumindo a presidência temporária do grupo pelos próximos 12 meses.
