Resumo jornalístico: Greve dos trabalhadores da CPTM paralisou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em São Paulo nesta quarta-feira (5). O movimento elevou o congestionamento da cidade para mais de 750 km, com 243 km concentrados na zona sul. Passageiros buscaram alternativas como o home office, e Governo, sindicato e CPTM avaliam a continuidade da paralisação.
As operações ficaram parcialmente suspensas desde o início da greve na terça-feira (4). Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal, a categoria cobra garantias formais na manutenção de cargos que atuam diretamente nas linhas 11, 12 e 13, cuja função foi, até julho, atribuída à empresa Trivia Trens.
Crédito: Agência Brasil.
Crédito: Agência Brasil.
Giovanna Miranda, gerente de um condomínio na Berrini, zona oeste da capital, relatou à Agência Brasil que o trajeto de carro para o trabalho costumava levar 25 minutos. Nesta terça-feira (4), com o início da greve, o deslocamento levou 45 minutos, e o retorno também ficou comprometido, levando-a a perder um curso online.
Alessandra Zuncare, cuidadora que atende a famílias na região de Santana, disse ter saído de casa uma hora mais cedo para chegar ao serviço, além de ter enfrentado grande congestionamento na linha 3-Vermelha. “Acordei mais cedo para monitorar as linhas em operação”, contou.
Janaína dos Reis, funcionária de uma seguradora, informou que a empresa adota o home office quando há greve no transporte público. Ela lembrou que, em greves anteriores, tanto ida quanto volta sofriam com longas filas e até situações de risco no metrô, o que justificou a adoção temporária do trabalho remoto.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que a paralisação provocou, nesta quarta-feira (5), mais de 750 quilômetros de engarrafamento na cidade, com 243 quilômetros concentrados na zona sul. Na terça-feira (4), o congestionamento acumulado superou 2 mil quilômetros.
Ainda segundo o levantamento, sindicato, governo do estado e CPTM devem manter audiência de conciliação para decidir sobre a continuidade do movimento. Os trabalhadores haviam decidido manter a greve em assembleia realizada na véspera (4).
As informações são da Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal.
