Inflação de julho fica em 0,07% com recuo de alimentos; Salvador fica em segundo lugar

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: IPCA de julho cai 0,07% no Brasil, com pressão negativa da alimentação (-0,67%), destacando tom?te (-29,09%), batata-ingles? (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café (-2,45%). Leite (+2,47%) e frutas (+1,20%) sobem. Habitação avança 0,99%, impulsionada pela energia elétrica (+3,09%). Tarifas de água e esgoto sobem em Salvador, Porto Alegre, Brasília e Rio Branco. Variação regional: Rio Branco (+0,32%), Belém (-0,45%), Salvador (-0,32%). No ano, Salvador fica abaixo da média nacional (3,40% vs 3,44%); nos últimos 12 meses, 4,17% contra 4,44% no país. IPCA julho 2025, inflação Brasil, tarifas, Rio Branco, Salvador.

IPCA de julho caiu 0,07% no Brasil, conforme divulgação do IBGE nesta terça-feira (11). A leitura anual aponta aceleração menor do que a registrada em junho, com a deflação concentrada no grupo Alimentação e Bebidas (-0,67%), impulsionada por quedas expressivas em itens domésticos como tomate (-29,09%), batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). Em contrapartida, houve alta em alguns itens: leite longa vida (+2,47%) e frutas (+1,20%).

Grupo Alimentação fora do domicílio também elevou o índice, ao passar de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com lanches em 0,76% e refeições em 0,42% no mês.

O grupo Habitação teve forte avanço, de 0,63% em junho para 0,99% em julho, puxado pela elevação da energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% para 3,09%—o principal impacto individual no mês.

Entre os reajustes anunciados, destacam-se: 8,85% em uma concessionária de São Paulo (a partir de 4 de julho), 14,89% em Porto Alegre (a partir de 19 de junho) e 19,55% em Curitiba (vigente desde 24 de junho). A bandeira tarifária amarela permanece, com um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

No setor de água e esgoto, os reajustes refletiram altas diversas: Salvador com 3,57% (referência de 1,31%), a partir de 20 de julho; Porto Alegre, 5,77% (a partir de 1º de julho); Brasília, 3,97% e Rio Branco, 6,00% (ambos desde 1º de junho).

Entre as capitais pesquisadas pelo IBGE, Rio Branco teve a maior variação regional no mês, 0,32%, influenciada pelo aumento da passagem aérea (12,27%) e pela energia elétrica residencial (2,66%). Belém registrou a menor variação (-0,45%), com quedas na gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%). Já Salvador teve queda de -0,32% no mês, a segunda maior entre as capitais pesquisadas.

No acumulado deste ano, Salvador registra alta de 3,40%, abaixo da média nacional de 3,44%. Nos últimos 12 meses, a capital baiana acumula 4,17%, também abaixo do índice nacional de 4,44%.

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