Resumo: Obra inspirada em Ibsen, “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, dirigida por Christine Jatahy e estrelada pelo ator baiano Wagner Moura, é descrita pelo New York Times como uma experiência “difícil, mas valiosa” no Festival de Edimburgo, na Escócia. A narrativa acompanha um cientista diante da contaminação da água em um balneário; a montagem esteve em Salvador (3 a 12/10/2025) e teve sessões esgotadas.
Edimburgo, Escócia — Conforme informações divulgadas pelo New York Times, a produção “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, dirigida por Christine Jatahy e estrelada pelo ator baiano Wagner Moura, é descrita pela imprensa como uma experiência “difícil, mas valiosa”. Inspirada na obra de Henrik Ibsen, a montagem integra a programação do Festival de Edimburgo, o maior festival de artes do mundo, realizado anualmente na capital escocesa durante o mês de agosto.
Enredo e elencos — Na trama, Wagner Moura interpreta um cientista que descobre a contaminação das águas de um balneário e tenta alertar as autoridades para proteger os moradores. A reação, centrada em preservar a economia local, coloca o personagem em uma posição de confronto entre saúde pública e interesses econômicos, evidenciando o aspecto político da encenação.
Passagem por Salvador — A montagem já passou por Salvador entre 3 e 12 de outubro de 2025, com sessões esgotadas em poucos minutos, segundo a produção.
Crítica e leitura contemporânea — Helen Shaw, jornalista do New York Times, afirma que a obra dialoga com temas de vigilância e privacidade, gerando a sensação de que nada permanece verdadeiramente privado. “Às vezes, eu pensava: ‘É tão óbvio, é repetitivo. É claro que ele é inocente’. E, depois, surgem gravações em vídeo e a percepção de que nada é realmente privado; o que é privado pode ser usado contra você”, disse. A crítica também elogia o ritmo e a atuação: “O espetáculo é divertido, tem briga de socos, tem choro, e o Wagner chora diante do público.”
