Resumo: Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, durante a 27ª Conferência Anual Santander em São Paulo, que ir a Salvador é mais perigoso que ir à Ucrânia. Em tom crítico à segurança pública da Bahia, ele citou PCC como fator de soberania, pediu diplomacia com credibilidade e destacou o papel do setor privado na defesa de mercados.
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), disse nesta segunda-feira (17) que ir para a cidade de Salvador é mais perigoso do que ir para a Ucrânia, que enfrenta conflito com a Rússia desde 2022. A declaração foi proferida durante a 27ª Conferência Anual Santander, realizada no Edifício Altino Arantes, no Centro Histórico de São Paulo.
O ex-governador de Goiás tratou do tema da segurança pública e criticou a capital baiana, dizendo que esse assunto tem sido “uma das grandes preocupações da população brasileira”.
Caiado também abordou hábitos que, segundo ele, a população teria adotado para driblar a criminalidade, citando exemplos como alianças falsas ou não sair de casa usando colares, pulseiras e outros itens. Em tom alarmista, afirmou que a chance de morrer em Salvador é cinco vezes maior do que na Ucrânia.
“Hoje, para você ir a Salvador, você corre cinco vezes mais o risco que se você for à Ucrânia, para a guerra. Hoje, a chance de você morrer na Bahia, cinco vezes maior por hora do que se você for à Ucrânia. Isso é um fato estatístico”, disse Caiado.
Ainda no evento, o ex-governador de Goiás afirmou que a soberania do Brasil está nas mãos da facção criminosa PCC.
Ele cobrou que a presidência conte com um diplomata com credibilidade, que não seja apenas o porta-voz da política do governo, mas sim “porta-voz de mercados que nós precisamos avançar cada vez mais”.
Caiado destacou ainda que são os empresários que desempenham esse papel de “buscar o mercado” e argumentou que o setor empresarial combateu o tariffamento imposto pelos Estados Unidos contra o Brasil, alegando, segundo ele, que o discurso de tarifas seria desejado por Lula, na visão de seu adversário.
Para encerrar, o candidato questionou: “Por que você vai falar para a soberania brasileira? Se a soberania brasileira fala com o PCC?”
