Abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU pelo secretário-geral Antonio Guterres é marcada por alertas sobre conflitos, ataques a civis e avanços da inteligência artificial. O discurso enfatiza quatro grandes testes de poder — guerras, desigualdade, mudanças climáticas e IA — e a necessidade de diplomacia, transparência e cooperação internacional.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, abriu nesta terça-feira a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, na instituição, ao destacar a escalada de conflitos e guerras e o aumento de ataques a civis e a trabalhadores humanitários, além do aprofundamento das divisões geopolíticas. O tom foi de alerta sobre a fragilidade das estruturas de paz em várias regiões do mundo.
O chefe da ONU apontou para riscos que exigem resposta coordenada da comunidade internacional, entre eles o avançar da inteligência artificial, que, segundo ele, pode evoluir mais rápido do que a humanidade consegue compreender seus efeitos. A leitura foi acompanhada por imagens de violência e de instabilidade em distintas frentes globais.
“Nosso futuro será moldado pela forma como enfrentarmos quatro grandes testes de poder”, afirmou Guterres, ao citar os desafios de conflitos armados e guerras, desigualdade, mudanças climáticas e inteligência artificial. Ele ressaltou que esses temas estão interligados e demandam respostas que unam diplomacia e responsabilidade.
Em seguida, o secretário-geral destacou que não se trata de crises distintas, mas de capítulos de uma mesma história sobre o uso do poder e sua evolução. A fala integra o encerramento do seu segundo mandato à frente da ONU, previsto para dezembro.
Entre os principais riscos apontados por Guterres está o ritmo acelerado da IA, que pode superar a capacidade humana de avaliar impactos. Em sua avaliação, o perigo não é a tecnologia, mas a tecnologia sem responsabilidade, o que reforça a necessidade de maior diálogo, transparência, confiança e cooperação entre governos, sociedade civil e setor privado.
“Não estamos diante de crises separadas. Estamos diante de capítulos de uma mesma história: a história do poder — como ele é usado e como está mudando”, destacou, reforçando o chamado por um marco ético e regulatório para as ações globais frente aos novos cenários geopolíticos e tecnológicos.
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Crédito: Agência Brasil / EBC

