Lula lidera com 38% no 1º turno; Bolsonaro fica com 33% e Cury chega a 8%, aponta Datafolha

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico

Datafolha aponta Lula com 38% das intenções de voto no 1º turno, seguido por Bolsonaro com 33% e Augusto Cury com 8%.
Pesquisa ouvida em 125 cidades, com 2.002 eleitores; margem de erro de 2 pp e 95% de confiança.
Cenários de segundo turno indicam vantagem de Lula sobre quatro adversários. Pesquisa encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo; registro no TSE BR-03669/2026.

Palavras-chave: Datafolha, eleições 2026, Lula, Bolsonaro, Augusto Cury, segundo turno.

A um mês do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a pesquisa Datafolha aponta Lula com 38% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro com 33% e Augusto Cury com 8% (alta de seis pontos percentuais). A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (3) e o levantamento foi realizado entre os dias 1 e 2 de setembro, em 125 cidades.
O estudo testou 13 candidaturas ao Palácio do Planalto; Pablo Marçal ficou de fora por inelegibilidade.

Em comparação com o levantamento de 21 de agosto, o Lula caiu de 39% para 38%, enquanto o Bolsonaro manteve os 33%. A distância entre eles caiu de seis para cinco pontos percentuais. O destaque ficou com Cury, que subiu de 2% para 8% das intenções de voto.

Em cenários de segundo turno simulados pela Datafolha, Lula aparece à frente em todas as possibilidades: Lula 46% x Bolsonaro 44%; Lula 46% x Caiado 41%; Lula 48% x Zema 39%; e Lula 47% x Renan Santos 38%. Brancos e nulos somam 9% nessas simulações; indecisos, 2%.

A pesquisa também aponta altas taxas de rejeição para os principais candidatos: 47% não votariam em Bolsonaro e 45% não votariam em Lula. Entre os demais postulantes, a rejeição varia entre 6% e 16%, com Romeu Zema em 16%, Renan Santos em 15%, Caiado em 13%, Cury em 9%, além de outros nomes entre 8% e 9%.

Analistas destacam que rejeições acima de 40% representam um obstáculo relevante na reta final, tornando decisiva a atuação dos eleitores indecisos em um eventual segundo turno. O crescimento de Cury é atribuído à ampliação de sua presença nas redes sociais, com ganho de cerca de 2,5 milhões de seguidores no Instagram, compensando o tempo reduzido de blocos no horário eleitoral gratuito. A campanha de Cury nega uso de impulsionamento pago com influenciadores ou bots.

O levantamento foi realizado com 2.002 eleitores com mais de 16 anos em 125 cidades, nos dias 1º e 2 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03669/2026. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (3).

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