Resumo: Justiça do Rio aceitou denúncias contra oito policiais militares ligados à Operação Contenção, em 8/10/2025. Denúncias incluem desobediência, retirada de câmeras operacionais portáteis (COPs) de fardas e obstrução de registro. Ao todo, seis denúncias contra 17 PMs já foram apresentadas pelo Gaesp/MPRJ, envolvendo invasões, furtos de peças de veículos e uso indevido de equipamentos.

Rio de Janeiro – Em 8 de outubro de 2025, a Justiça do estado aceitou denúncias contra oito policiais militares envolvidos na Operação Contenção, deflagrada no território fluminense. Entre os denunciados está Paulo Cesar da Cruz Telles, apontado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ).
Uma das denúncias aponta que o segundo-tenente Roger Pereira Folhadella, os secondos-sargentos Leandro Neves Ribeiro e Emanuel D’Azevedo Ferreira, o subtenente Paulo Cesar e o cabo Thiago Leandro da Silva desobedeceram ordens superiores ao retirarem as câmeras operacionais portáteis (COPs) de suas fardas, descumprindo instrução normativa da Polícia Militar e impedindo o registro adequado da ação.
O cabo Iassui Santos Rocha Junior foi denunciado por obstruir a câmera que portava. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ).
Além disso, Roger, Thiago, Iassui e Leandro também foram denunciados por invadir uma residência da comunidade após arrombarem o portão do imóvel que estava vazio.
Em outra denúncia, o Gaesp apontou que, em área diferente da comunidade, o subtenente Jefferson Ferreira Braga e o cabo Ewerton Guimarães da Silva retiraram as câmeras das fardas, impossibilitando o registro da ação. O subtenente deixou o equipamento dentro de uma viatura e o cabo guardou a câmera em uma bolsa de hidratação, impedindo a gravação.
Até o momento, o MPRJ, por meio do Gaesp e das Promotorias de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar, apresentou seis denúncias contra 17 PMs por ilegalidades durante a operação. Os casos englobam apropriação de armamento, furto de peças de veículos, invasões de domicílio, constrangimento de moradores, subtração de bens e tentativas de obstrução ou desligamento de câmeras corporais.
Fonte: Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e Gaesp.

