Bahia movimentou R$ 8 bilhões na produção mineral entre janeiro e junho deste ano, alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025, conforme dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE).
No âmbito de terras raras, a Bahia recebeu quase 1,2 mil requerimentos de pesquisa até 30 de junho. Do total, pouco mais de 1.000 estavam autorizados, 21 tinham direito de lavra e apenas um contava com concessão, segundo levantamento da SDE.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Oliveira, destacou o conhecimento geológico do território baiano e a atuação da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) como fatores que favorecem a expansão da atividade.
Destaque nacional: Conforme a SDE, a Bahia foi o terceiro maior produtor mineral do Brasil em 2025, com faturamento de R$ 13,4 bilhões. O estado produz 47 bens minerais diferentes e é o único produtor de urânio, salgema e mármore travertino, conhecido comercialmente como Bege Bahia.
O estado também se destaca pela produção de granitos azuis e vanádio, sendo apontado como produtor exclusivo desses materiais em escala mundial e nas Américas, respectivamente.
Ainda em 2025, a Bahia liderou a produção nacional de cromita, barita, berílio, magnesita, níquel, talco, diatomita e quartzo. Entre os principais produtos minerais comercializados, o ouro respondeu por 42,63% do total, seguido pelo cobre (17,23%), pelo níquel (10%) e pelas rochas ornamentais (5,73%).
No campo de empregos, a SDE informou que hoje operam na Bahia 489 empresas de mineração em 210 municípios, gerando cerca de 16 mil empregos diretos na indústria extrativa. Estudos do Ibram apontam que cada vaga direta pode gerar cerca de 11 empregos indiretos; somadas as atividades de extração e transformação, a mineração representa aproximadamente 12% do PIB da Bahia.

