Resumo
Brasil: a CNI revisa a expectativa de crescimento para 2026 de 2,0% para 1,6%. Agropecuária avança para 2,5%, enquanto indústria e serviços reduzem o ritmo. Inflação prevista em 5,15% e dívida pública em 83,7% do PIB. Balança comercial com superávit de US$ 77,3 bilhões.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou de 2% para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, conforme o Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (28). A nova estimativa reflete o desempenho mais fraco esperado para a indústria de transformação e o setor de serviços, enquanto a agropecuária mantém impulso.
Indústria perde fôlego: a previsão de crescimento do setor caiu de 2,0% para 1,3% em 2026, com a indústria de transformação recuando 0,7%. Entre os fatores citados pela CNI estão demanda interna mais fraca, custo elevado do crédito, aumento dos custos de produção e a concorrência de produtos importados.
Serviços e agropecuária: o segmento de serviços teve a projeção revisada de 1,9% para 1,6%. Já a agropecuária deve crescer 2,5%, ante 1,8% previsto anteriormente, impulsionada pela perspectiva mais favorável para a segunda safra de milho.
Trabalho e inflação: a CNI estima que a população ocupada cresça 1,2% em 2026, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 5,3% para 5% ao longo do ano. A massa de rendimentos reais pode aumentar 4,6%. A inflação (IPCA) é prevista em 5,15% e a Selic deve encerrar 2026 em 13,25%.
Contas públicas: a CNI projeta déficit primário de R$ 54,6 bilhões em 2026, equivalente a 0,4% do PIB. Considerando regras de exclusão de determinadas despesas, o resultado seria de superávit de R$ 12,6 bilhões. A dívida pública bruta fica estimada em 83,7% do PIB.
Comércio exterior: a balança comercial brasileira deve apresentar superávit de US$ 77,3 bilhões em 2026, com exportações somando US$ 386,7 bilhões (alta de 10,3%) e importações em US$ 309,4 bilhões (alta de 6,4%).

