Aumento da preocupação com bronquiolite e vírus sincicial entre gestantes
Resumo direto ao ponto:
- Pesquisa Ipsos-Ipec, encomendada pela Pfizer, com 530 gestantes em 2026, aponta avanços no conhecimento sobre VSR, bronquiolite e vacinação no SUS.
- Conhecimento sobre o VSR sobe de 58% para 70%; 74% das gestantes do Sudeste conhecem o VSR, e a bronquiolite aguça a preocupação, com 55%.
- Calendário vacinal específico para gestantes é conhecido por 72% das entrevistadas; a vacinação contra o VSR está no SUS desde 2025.
- Persistem lacunas regionais: 46% (Sudeste) e 38% (Norte/Centro-Oeste) ainda não sabem da prevenção pelo SUS; bronquiolite é citada como principal doença infectocontagiosa por 60% das gestantes.
Palavras-chave: VSR, bronquiolite, vacinação, gestantes, SUS, Ipsos-Ipec, Pfizer, calendário vacinal.
Brasília – Uma pesquisa nacional realizada pelo Ipsos-Ipec, encomendada pela Pfizer, com 530 gestantes brasileiras entre 18 e 45 anos, aponta avanços relevantes no conhecimento sobre o vírus sincicial respiratório (VSR), a bronquiolite e as medidas de imunização disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Conduzida no ano de 2026, a sondagem revela que o conhecimento sobre o VSR subiu de 58% para 70% entre as gestantes entrevistadas, e que 84% afirmam ter algum conhecimento sobre a vacinação contra o VSR, incorporada ao SUS em dezembro de 2025.
Os dados também mostram mudanças regionais significativas. No Sudeste, 74% das gestantes disseram conhecer ou já ter ouvido falar do VSR, avanço de 21 pontos percentuais em relação a 2024. A bronquiolite, outra preocupação apontada pelas mães, passou de 40% para 55% na região. No Norte e no Centro-Oeste, a percepção da doença subiu de 12% para 47%, e metade das gestantes dessas regiões já reconhece que a bronquiolite pode ser grave, o que representa o dobro do que era observado em 2024.
A cobertura vacinal nacional entre gestantes permanece em torno de 84%, porém há estados com índices abaixo de 80%, como São Paulo, Rio de Janeiro e alguns estados do Norte. Além disso, 46% das gestantes do Sudeste e 38% no Norte e Centro-Oeste ainda não sabem da existência da prevenção contra o VSR disponível no SUS. A médica Adriana Ribeiro ressalta que o pré-natal é o momento-chave para esclarecer essas lacunas e orientar sobre a imunização.
A imunização contra o VSR é recente, autorizada no Brasil em 2024 e incorporada ao SUS em dezembro de 2025. As bronquiolites infantis permanecem entre as principais causas de internação por infecção em crianças com menos de três anos, além de representar preocupações para idosos. A pesquisa também aponta que a bronquiolite é citada por 60% das gestantes como a principal doença infectocontagiosa de preocupação, um aumento em relação aos 40% registrados em 2024. Em outra pergunta, 46% entendem que a doença pode ser grave, com risco de hospitalização e morte, especialmente para bebês e idosos.
Em 2026, 72% das entrevistadas afirmam conhecer a existência de um calendário vacinal específico para gestantes, contra 58% em 2024, evidenciando avanço contínuo no tema. A médica Adriana Ribeiro também destaca que o progresso regional não é uniforme, exigindo estratégias de comunicação localizadas para ampliar a adoção das medidas de proteção durante a gestação e a primeira infância.
Fonte: Ipsos-Ipec, em parceria com Pfizer, dados divulgados em 2026. Trechos citam a visão da médica Adriana Ribeiro e refletiram a percepção regional sobre VSR e bronquiolite no Brasil.


Observação editorial: Este texto apresenta os principais dados da pesquisa Ipsos-Ipec sobre conhecimento do VSR, bronquiolite e vacinação entre gestantes brasileiras, com foco em variações regionais e avanços desde 2024. As informações são apresentadas com base no material divulgado pela Pfizer e pela instituição de pesquisa.
Resumo jornalístico
- Levantamento nacional aponta avanços na vacinação de gestantes e no conhecimento sobre bronquiolite no Brasil.
- Norte/Centro-Oeste: 40% associam bronquiolite ao RSV; Sudeste: 43% reconhecem risco de internação e morte; 31% não reconhecem que vacinas durante a gestação protegem o bebê.
- 88% receberam recomendação médica para vacinar durante a gestação; entre quem recebeu, 96% seguem ou pretendem seguir a orientação; 71% cumprem orientações pré-natais.
- Dados destacam a diferença entre ouvir falar da doença, conhecer o vírus e entender a relação entre os dois como etapas da conscientização.
Brasil registra avanços no conhecimento sobre bronquiolite e na vacinação de gestantes, com dados de pesquisas regionais indicando maior conscientização e adesão à vacinação durante a gravidez. O levantamento compara informações recentes com 2024, destacando ganhos na comunicação entre médicos e gestantes em várias regiões do país.
No Norte e Centro-Oeste, a maioria das gestantes já ouviu falar da bronquiolite. O levantamento aponta que 40% já associam a bronquiolite ao VSR (RSV), 11 pontos percentuais acima do registrado em 2024. O resultado indica que ouvir sobre a doença e compreender o vírus ainda são etapas distintas da conscientização, segundo o pesquisador Ribeiro.
No Sudeste, o percentual de gestantes que reconhecem o risco de internação e morte subiu de 33% para 43%, demonstrando avanço na percepção de gravidade da bronquiolite.
31% das gestantes pesquisadas ainda não reconhecem que algumas vacinas recomendadas durante a gestação também podem contribuir para a proteção do bebê.
Indicação médica para vacinação avançou: 88% dos entrevistados afirmam ter recebido orientação para se vacinar durante a gestação. Em 2024, esse percentual era de 77%.
Entre as gestantes que receberam a indicação, 96% afirmam que seguem ou pretendem seguir a recomendação. Além disso, 71% relatam cumprir integralmente as orientações recebidas durante o acompanhamento pré-natal.





