Pessimismo com a economia é registrado entre eleitores dos EUA
RESUMO: Na véspera das eleições nos EUA, a economia mostra contradições: inflação persistente, desemprego em nível histórico baixo e um mercado de ações em alta, enquanto o público permanece cético diante o legado econômico de Trump.
Em meio à contenda eleitoral, a economia dos EUA exibe contradições: inflação persistente, desemprego em queda e um mercado de ações que continua em alta, alimentando o debate sobre o legado de Trump.


Inflação persistente contrasta com um mercado de trabalho resiliente: a taxa de desemprego ficou em 4,2% em setembro, e os pedidos semanais de auxílio-desemprego estão próximos da menor marca em 57 anos.
Do lado positivo, o desempenho do emprego e o crescimento econômico sólido têm sustentado o consumo, com o boom de investimentos em inteligência artificial ajudando a impulsionar o mercado de ações e a fortalecer as contas de aposentadoria de milhões de famílias.
No entanto, a inflação continua alta o suficiente para afetar o cotidiano, ao abastecer o carro, pagar serviços públicos ou fazer uma refeição, alimentando o ceticismo entre eleitores.
Do ponto de vista do consumidor, as pesquisas mostram leituras díspares: segundo o Conference Board, a confiança avançou em outubro, enquanto o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan ficou próximo de seu menor nível histórico.
O mercado de trabalho também apresenta nuances: as empresas podem não estar contratando com fôlego, e recém-formados enfrentam dificuldades para encontrar vagas, mas não há demissões em massa.
Ganhos no mercado acionário atingem dezenas de recordes neste ano, com as famílias de renda mais alta detendo participação desproporcional e sustentando o consumo.
Dados divulgados na semana passada indicam que a economia dos EUA cresceu, apoiada pela força do consumo e pelo desempenho no mercado de capitais.
No conjunto, os eleitores ponderam o equilíbrio entre inflação, emprego e o desempenho econômico, num momento em que o legado econômico de Trump segue no centro do debate político.
A economia dos EUA demonstra resistência no consumo e impulso de investimentos associados à IA, sustentando ganhos no mercado de ações e fortalecendo a atividade econômica no último trimestre, com os investimentos empresariais subindo para uma taxa anualizada de 12,7%.
Entretanto, economistas alertam para fragilidades: após divulgação de resultados de grandes empresas de tecnologia, índices como o Nasdaq registraram recuo, o que acende a preocupação de que o impulso de gastos com IA possa perder fôlego.
No âmbito da vida cotidiana, a inflação permanece acima da meta de 2% e o poder de compra não retornou aos níveis de início de 2025. Salários médios por hora subiram aproximadamente 5,5% desde janeiro de 2025, mantendo pressão sobre os orçamentos familiares.
O Federal Reserve elevou a taxa básica de juros em setembro e sinalizou novas altas para dezembro, buscando reduzir a inflação sem frear a atividade econômica excessivamente.
As condições de crédito endureceram, com hipotecas acima de 7% e uma oferta de moradias ainda insuficiente, elevando o custo de aquisição de imóveis para muitas famílias. Paralelamente, fatores energéticos e geopolíticos contribuíram para manter a inflação sob controle menos favorável, pressionando o preço da energia.






