Polícia prende trio por venda de remédios falsos para câncer em SP; dose foi administrada em paciente
RESUMO: Três pessoas foram presas em São Paulo sob suspeita de vender remédios falsificados para câncer; operação Laziosi, com 18 mandados, bloqueou até R$ 15 milhões e suspendeu sete empresas.
A ação é a segunda fase da operação Laziosi, executada pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil, e teve mandados cumpridos nesta quinta-feira (5) em Araraquara e na capital.
Os presos são Nalva Braz do Nascimento, apontada como responsável pela distribuidora Nacionalfarma; Petter Gabriel Cavalcante Chagas, que, segundo a investigação, cuidava da relação com hospitais; e Sharlene Chaves Barbosa, suspeita de participar das movimentações financeiras feitas por meio de empresas ligadas ao grupo.
A operação também cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em cidades do interior paulista e na capital. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados e a suspensão das atividades de sete empresas.
De acordo com a investigação, a Nacionalfarma continuou funcionando após a primeira fase da operação, em novembro de 2024. Em março deste ano, a Vigilância Sanitária de Araraquara informou que a distribuidora seguia em atividade e dificultava a fiscalização; uma vistoria, realizada em outubro, confirmou que as operações continuavam.





