Pular para o conteúdo

Justiça determina reintegração dos empregados demitidos da Cesta do Povo

Sem imagem disponível

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

Decisão proferida pela juíza da Justiça do Trabalho, Marylucia Leonesy da Silveira, nesta terça-feira (19), determina – em caráter imediato – a reintegração de todos os empregados públicos demitidos da Empresa Baiana de Alimentos S/A (Ebal), demitidos após a autorização de privatização da Cesta do Povo, através da lei estadual 13204/2014.

De acordo com a Associação Baiana de Trabalhadores da Ebal/Cesta do Povo (Abtec), cerca de 1.700 funcionários serão recontratados.

O prazo determinado pela justiça é de até 60 dias (veja aqui a decisão na íntegra) para apresentar uma negociação. Muitas das unidades da Cesta do Povo foram fechadas, quase 200. Por conta disso, o Governo da Bahia tem de realocar esse pessoal em outros órgãos públicos do Estado.

As dívidas da Cesta do Povo ultrapassam os R$ 300 milhões. A empresa pública foi criada em 1979. Durante esse tempo enfrentou graves problemas de gestão.

Em 2 de outubro de 2015, um decreto foi assinado pelo governador Rui Costa (PT), dando seguimento ao processo de privatização da Empresa Baiana de Alimentos S/A (Ebal). No documento, o governador aprova “a avaliação econômico-financeira atribuída à Ebal nos termos do relatório conclusivo elaborado, com base em estudos de consultoria especializada”.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) calculou um rombo acumulado na Ebal de, pelo menos, R$ 381,8 milhões no governo de Jaques Wagner. O valor corresponde à soma dos repasses feitos pelo Estado entre os anos de 2007 e 2014 apenas para manter a Ebal em funcionamento.

??nica rede de supermercados estatal no Brasil, o empreendimento tinha acumulado um prejuízo de R$ 750 milhões. No ano passado, a situação piorou e a Empresa Bahiana de Alimentos ??? Ebal, controladora da Cesta do Povo, amargou uma perda de R$ 158,1 milhões. O leilão público proposto pelo governo possuía uma cláusula que permita a absorção de um percentual mínimo de funcionários pelos novos empreendedores, mas a estrutura de 276 lojas e 2.769 funcionários em 229 municípios, não despertou o interesse de nenhum comprador para o lance mínimo exigido para a venda na época, R$ 81 milhões.

.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO