Influenciadores digitais faturam mais de US$ 100 bilhões por ano

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Antes de comprar um produto, você procura por resenhas? Se sim, você já deve ter esbarrado com um influenciador digital. O mercado conta com mais de dois milhões de trabalhadores e movimenta mais de  US$ 100 bilhões por ano em todo o mundo. O assunto foi tema de um painel no primeiro dia do FIRE Festival 2022, nesta quinta-feira (1/9), no Expominas, em Belo Horizonte.

O evento sobre marketing e produção de conteúdo digital é uma referência nacional da área e vai até sábado com mais de 90 palestras e 120 atrações. Um dos maiores na consultoria sobre influência digital no Brasil e criadora da empresa YOUPIX, Bia Granja destacou que o conceito de influenciador surgiu antes do ambiente digital. Por volta de 2014, ocorreu o “boom” da profissão, e, agora, surge um novo momento no mercado. 

“Naquela época, era uma ferramenta para as marcas da influência de consumo de produtos. Hoje, a gente sabe que consumo é mais que isso e os creators estão aprendendo que existem outras formas de ganhar dinheiro”, apontou. Bia Granja participou nessa quarta (31/8) do podcast EM Entrevista. 

Gestão de comunidade e marcas

Entre as novas formas de exploração para os profissionais estão a criação de novos produtos e serviços, a gestão de comunidade (os famosos membros do YouTube, por exemplo), consultoria e mentorias para o público. Também existe a possibilidade de trabalhar com outras marcas, como a exploração da capacidade criativa, consultoria e desenvolvimento de estratégias. 
Apesar disso, muita gente vê como fonte de renda apenas a publicidade, que ainda corresponde a mais da metade do valor que os ifluenciadores recebem. “?? preciso olhar para além da publicidade, que varia muito. Cada vez mais, os influenciadores vêm a oportunidade de catalizar a potência que pode ser empregada a outras marcas”, afirmou. 

Criador X influenciador

Fundadora das empresas Brunch e Toast, Ana Paula Passareli fez uma diferenciação entre as duas profissões que, muitas vezes, são confundidas. Para ela, o criador cuida mais da parte estratégica e criativa. Enquanto o influenciador tem a capacidade de comunicação. Ou seja, é possível sem criador sem, necessariamente, ser influenciador e vice-versa. 
Ela destacou, ainda, que muita gente viu no mercado uma oportunidade durante a pandemia. “Muita gente perdeu o emprego e viram nos seguidores uma oportunidade de conseguir renda, de pagar os boletos. Mas é como se fosse um bico”, explicou. 

O que faz um bom influenciador

Por mais que a habilidade de comunicação muitas vezes seja inerente à pessoa, é possível apontar algumas características que fazem com que os profissionais conquiste mais mercado:
  • formação de uma comunidade: não é apenas ter seguidores, é se aproximar do público e gerar engajamento;
  • capital social: a forma como você se mostra e os assuntos relevantes que você comunica;
  • relevância do tema: o quanto as pessoas procuram e se envolvem com o assunto que você trata.

FIRE Festival

O Fire Festival 2022, organizado pela Hotmart, uma das maiores agências do ramo na América Latina, deve atrair mais de 6 mil participantes até sábado. Ao todo, são mais de 90 palestras e 120 atrações, com nomes como Glória Groove, Alok e Mundo Bita. A estrutura do evento é formada por três palcos, um estúdio de transmissão ao vivo e o Creator Hall, que reúne diversas empresas e criadores digitais. Cada um dos participantes ganhou um NFT exclusivo, que pode ser trocados por prêmios no evento.

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