Combustíveis: bancada do PL na Câmara critica reoneração de impostos

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Em reunião na tarde desta quarta-feira (1º/3), a bancada do PL na Câmara dos Deputados reforçou as críticas à reoneração dos impostos dos combustíveis. O fim da isenção foi anunciado na segunda-feira (28/2) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Durante a reunião, parlamentares do PL reafirmaram que o partido é contrário ao fim das desonerações. Os deputados pontuaram que a cobrança dos impostos está causando aumento no valor da gasolina, do diesel, do etanol e do gás de cozinha, “afetando principalmente as camadas mais vulneráveis da população”.

A desoneração dos impostos sobre combustíveis foi aprovada durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), meses antes das eleições, como medida para reduzir o preço dos combustíveis. A Medida Provisória (MP) tinha validade até 31 de dezembro de 2022.

Em janeiro deste ano, MP editada pelo governo Lula prorrogou a desoneração até essa segunda-feira. Após análise da equipe econômica, a gestão decidiu reonerar os impostos para recuperar as receitas perdidas ao longo dos últimos meses.

Segundo Haddad, a reoneração será de R$ 0,47 na gasolina e de R$ 0,02 no etanol. O ministro explicou que o anúncio aguardou a manifestação da Petrobras sobre o preço dos combustíveis. Vale destacar que, com o reajuste, haverá aumento de R$ 28,8 bilhões na arrecadação deste ano, conforme divulgado pelo ministro em janeiro.

Além de criticar a reoneração, a bancada do PL afirmou que o foco da sigla é “fazer uma oposição estruturada, firme e construtiva” ao governo Lula. “Com propostas concretas para a população, cobrando respostas do atual governo e pensando no Brasil que queremos e estamos construindo”, informou a legenda.

CPMIA bancada também manifestou apoio à instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os atos de 8 de janeiro. O grupo pede a responsabilização do atual governo e a libertação de pessoas presas “injustamente” durante os ataques.

O pedido para instalação da CPMI foi protocolado na segunda-feira (27/2), após o grupo recolher 222 assinaturas (189 deputados e 33 senadores). De acordo com o regimento do Congresso Nacional, a CPMI deve ser instalada automaticamente, após atingir o número mínimo de assinaturas.

No entanto, é preciso que a matéria seja lida em sessão do Congresso Nacional, que tem pauta definida pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Justiça rejeita ação para impedir AGU de defender o Brasil nos EUA em ação da Rumble

A 20ª Vara Federal do Distrito Federal rejeitou um pedido para suspender a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) na defesa do ministro...

Cotada por Eduardo Bolsonaro para vice de Flávio, deputada gastou R$ 14,5 mil em viagem aos EUA

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) surge como possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro, posição defendida pelo irmão Eduardo Bolsonaro. Em março, ela...

Mais um nocaute brasileiro: Ruffy vence Chandler no UFC da Casa Branca

No UFC Freedom 250, realizado na Casa Branca para celebrar os 250 anos da Independência dos EUA, Mauricio Ruffy venceu Michael Chandler por...