Bolsonaristas criticam militares nas postagens do Exército

Publicado em

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

O Exército vive um período com muitas críticas por parte de ferrenhos apoiadores nos últimos anos. Os bolsonaristas, grupo que apoia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), demonstrou uma perda de confiança nas Forçar Armadas desde o começo de 2023, como mostram as recentes pesquisas de opinião, no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Com o 7 de Setembro se aproximando e a popularização da campanha “Fique em casa” promovida nas redes sociais por bolsonaristas, as redes oficiais da corporação recebem uma grande quantidade de comentários negativos. A maioria dos comentários dessa parcela da população demonstra uma “frustração” com as Forças Armadas e avalia que corporação agiu mal ao prender os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Confira alguns comentários deixados nas redes sociais do Exército:

“Acreditei em vocês e não fizeram nada”, disse um internauta. “Dia 7 de setembro vai ser a maior rejeição já vista”, disse outro.
“Já perderam a credibilidade”, afirmou um usuário. “Infezlizmente perdi toda admiração por esta instituição. Vocês trairam a confiança de milhões de brasileiros patriotas!”, disparou. “7 setembro chegando, de independência não temos nada a comemorar”.
 
 

Perda de credibilidade 

Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 21 de agosto de 2023, mostra que a confiança das Forças Armadas entre aqueles que votaram em Bolsonaro em 2022 caiu de 61% para 40%. Além disso, o percentual dos que dizem “não confiar” na instituição subiu de 7% para 20% desde dezembro e entre os que declaram “confiar pouco” houve um aumento de sete pontos percentuais, saindo de 31% para 38%.

 

A perda de credibilidade da corporação é demonstrada também nas redes sociais. Entre as críticas recebidas, a maioria dos comentários se volta para a ação das Forças Armadas nos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro.

  • Pesquisa: Cai confiança de bolsonaristas nas Forças Armadas

Após o período eleitoral, apoiadores do ex-presidente acamparam em frente a quartéis do Exército, em várias cidades do país, buscando uma mobilização militar para reverter o resultado do pleito. Possíveis atitudes de cunho golpista, por parte da organização e membros do governo são investigados pela Justiça.

 

Parte do grupo acampado em Brasília estava nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro onde vários prédios públicos da Esplanada dos Ministério foram depredados.

 

image

Que você achou desse assunto?

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- Publicidade -

ASSUNTOS RELACIONADOS

Bolsonaro pode ser preso se incitar crime durante ato no domingo na avenida Paulista

(FOLHAPRESS) - Jair Bolsonaro (PL) pode ser preso se fizer apologia ou incitação ao crime durante manifestação convocada por ele na avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (25), afirmam especialistas. Os profissionais, entretanto, divergem sobre se a mera convocação do ato já poderia ensejar uma prisão preventiva, uma vez que o ex-presidente é investigado

Biden chama Putin de ‘FDP’, e Kremlin responde que americano tenta parecer ‘cowboy de Hollywood’

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chamou sua contraparte russa, Vladimir Putin, de “filho da p*** louco” durante um evento de arrecadação de fundos realizado nesta quarta-feira, 21, na Califórnia. “Temos um filho da puta louco como esse Putin, e outros, e sempre temos que nos preocupar com o conflito nuclear, mas a ameaça existencial

Lula escolhe novo juiz, e TRE-PR deve marcar data do julgamento de Moro

(FOLHAPRESS) - O presidente Lula (PT) escolheu o advogado José Rodrigo Sade para a cadeira de juiz do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná, corte que julgará o senador Sergio Moro (União Brasil) em um processo com pedido de cassação movido pelo PT e pelo PL. A nomeação de Sade, que figurava em uma lista