PEC que amplia número de ministros do STF será relatada por deputado petista

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a avançar na Câmara. Agora, o texto será relatado pelo deputado Luiz Couto, do PT da Paraíba. No governo Bolsonaro, o projeto foi usado para tentar desgastar o tribunal.

Couto foi escolhido relator neste mês e pode apresentar seu parecer a partir de fevereiro, na volta do recesso parlamentar. O documento será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal da Câmara. Depois, a proposta precisa ser avalizada pelo plenário da Casa antes de ir ao Senado. As informações são da coluna de Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

A PEC foi apresentada em 2013 por Luiza Erundina, então deputada do PSB e atualmente do PSOL. Dilma Rousseff (PT) estava em seu primeiro mandato. Durante o governo Bolsonaro, a PEC foi desarquivada e usada por deputados bolsonaristas em uma tentativa de fustigar o Supremo, mas não avançou.

O texto proposto por Erundina prevê que o Supremo dê lugar a uma Corte Constitucional, como acontece em outros países. O tribunal teria 15 ministros, os 11 atuais e mais quatro, e julgaria apenas causas diretamente ligadas à Constituição. Por esse modelo, deixaria de analisar recursos de instâncias inferiores.

Na época, a parlamentar alegou que procurava reduzir a sobrecarga do STF e também a “hegemonia absoluta” do presidente da República para nomear os integrantes do tribunal. As quatro novas vagas seriam chanceladas pelo Congresso, a partir de listas tríplices feitas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A escolha de um novo relator para a proposta reforça uma movimentação do Congresso para limitar os poderes do Supremo Tribunal Federal. No mês passado, o plenário do Senado aprovou uma PEC que restringe decisões individuais de ministros da corte. O texto agora será avaliado pela Câmara.

Em outra frente, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que pautará no primeiro semestre de 2024 uma PEC que impõe um mandato fixo a ministros do STF. Atualmente, o cargo de ministro do Supremo é vitalício, com aposentadoria obrigatória aos 75 anos. O ministro Cristiano Zanin, por exemplo, último a tomar posse no tribunal, poderá ficar no posto por 27 anos.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Líder no Senado, Teresa Leitão terá que destravar prioridades de Lula

Teresa Leitão assume a liderança do governo no Senado, iniciando uma fase de reconstrução de pontes com o presidente da casa, Davi Alcolumbre,...

Empresa ligada a líder de igreja no DF recebeu R$ 18 milhões de entidade com lavagem de dinheiro

Resumo: no Distrito Federal, uma empresa associada à Congregação Cristã no Brasil recebeu repasse de cerca de R$ 18 milhões da holding Arpar...

Vereador Airto Patel morre três meses após sofrer acidente de trânsito

BrasilVereador Airto Patel, de Cordilheira Alta (SC), morre aos 62 anos após acidente de trânsito que o levou à internação27/06/2026 23:56, atualizado 27/06/2026...