‘Sistema de saúde em Gaza foi completamente destruído, e o direito à saúde foi dizimado’, diz ONU

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hospital al shifa

“O sistema de saúde em Gaza foi completamente destruído, e o direito à saúde foi dizimado em todos os níveis”, acrescentou, informou, nesta segunda-feira (22), uma especialista da ONU (Organização das Nações Unidas), acrescentando que o conflito no enclave palestino é uma guerra contra o “direito à saúde”. “Esta tem sido uma guerra contra o direito à saúde desde o início”, disse Tlaleng Mofokeng, uma especialista independente nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não fala em nome das Nações Unidas. Os hospitais de Gaza têm sido atacados repetidamente. Israel acusa o Hamas de usá-los como centros de comando e para manter reféns sequestrados em 7 de outubro, alegações que os milicianos negam.

Poucos dias após o início da ofensiva, que começou com o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, “a infraestrutura médica foi irreparavelmente danificada”, disse a relatora especial da ONU, Tlaleng Mofokeng, em Genebra. Os profissionais de saúde estão trabalhando há meses em condições terríveis, sob bombas e com acesso muito limitado a suprimentos médicos, disse ela. A guerra começou com o ataque do Hamas, o mais sangrento desde a criação do estado de Israel em 1948, que matou cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis. As operações aéreas e terrestres do Exército israelense em Gaza deixaram mais de 34.151 pessoas mortas, a maioria mulheres e crianças, de acordo com último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde do território.

A especialista disse que não recebeu nenhuma resposta de Israel às preocupações que levantou sobre a situação e que não pôde visitar o território palestino nem Israel. Mas ela afirmou que estava claro que Israel estava “matando e causando danos irreparáveis aos civis palestinos com seus bombardeios”. “Eles também estão impondo intencionalmente a fome, a desnutrição prolongada e a desidratação”, acrescentou, acusando Israel de “genocídio”. A situação atual em Gaza, segundo ela, “é totalmente incompatível com o direito à saúde”.

*Com informações da AFP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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