Leo Santana fala sobre valorização da cultura e falta de oportunidade para forrozeiros fora do São João

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Nesta terça-feira (2), Leo Santana sobe no palco principal do Parque de Exposições de Salvador, trazendo para o público baiano o “pagodão do GG”. Questionado, em entrevista coletiva, sobre a falta de oportunidades musicais para os forrozeiros fora do período junino, o artista destacou a importância do trabalho contínuo para se conquistar espaço e reconhecimento, afirmando que às vezes é necessário se moldar a outros estilos. 

 

 

“Eu, por exemplo, se tá chegando o carnaval, vou lançar uma música. Tá chegando o São João? Vou lançar uma música de São João. Eu acho que o artista é a vida inteira trabalhando. Se eu, um pagodeiro, to fazendo parte de eventos de São João, pecuária, rodeio, vaquejada, é por causa de uma soma da carreira de todos os anos. Se você não é visto, você não é lembrado. Eu acho que pra você ter esse vasto conhecimento de diversos públicos e eventos, é válido você pensar no que está fazendo para estar nestes eventos”, expressa Leo. 

 

Sobre a política de valorização cultural que eventos gratuitos proporcionam, o Gigante enfatizou que festivais populares como o São João da Bahia e o Carnaval abrem espaço para uma diversidade de gêneros musicais, promovendo inclusão e possibilitando que músicos de diferentes ritmos alcancem novos públicos. 

 

 

“Em evento popular cabe artista de tudo quanto é gênero. Claro que o São João é um evento predominante de forró, mas o Carnaval também é um evento de axé e a gente sempre recebeu todos os outros ritmos muito bem. Eu acho que só quem tem a ganhar somos nós, economia do nosso estado, as pessoas que de forma indireta acabam ganhando emprego, diminuindo a despesa mensal em casa. Então, acho que é válido isso e me sinto lisonjeado em fazer parte de eventos como esse”, pontua. 

 

 

CARINHO DOS FÃS

No último sábado (29), Leo foi surpreendido por uma atitude de um fã, durante o seu show na cidade de Gravatá, em Pernambuco. Em meio à apresentação do cantor, o admirador jogou um celular no palco, que acabou atingindo as partes íntimas do cantor. Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista diz gostar da atenção de seu público, mas alerta para o perigo de reações exageradas. 

 

“Eu costumo dizer ‘Será que o fã de fato faz isso?’. Mas faz, velho. Acaba sim fazendo, perdendo o equilíbrio no momento da emoção, da adrenalina. Inclusive, tem o vídeo desse momento em que esse fã joga o celular, mas é notótio na imagem que ele não queria me machucar. É complicado julgar as pessoas por esses momentos, porque o show é uma situação tão louca, com um mix de emoções em um só lugar. Mas é claro que naquele momento ele se emocionou um pouco mais. Fico feliz com todo tipo de cariunho, mas esse foi um carinho perigoso”, brinca. 

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