Itamaraty diz que EUA distorcem ordens do STF e descarta ‘tentativa de politizar decisões judiciais’

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil rejeitou veementemente as distorções feitas pelos Estados Unidos em relação às ordens do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em comunicado, o Itamaraty descartou qualquer tentativa de politização das decisões judiciais, destacando a importância do respeito à independência dos Poderes, preceito fundamental da Constituição Brasileira de 1988.

A reação do Itamaraty foi motivada por uma ação judicial de empresas americanas buscando isenção do cumprimento de determinações do STF. O governo brasileiro manifestou surpresa com a nota do Departamento de Estado dos EUA em relação a essa questão.

O Ministério das Relações Exteriores destacou que o respeito mútuo à soberania é essencial entre parceiros, salientando que as empresas sediadas nos EUA devem respeitar as decisões da Suprema Corte brasileira. Além disso, enfatizou que a liberdade de expressão deve ocorrer dentro dos limites da legislação nacional.

As autoridades brasileiras criticaram a suposta orquestração antidemocrática após as eleições presidenciais de 2022 e reiteraram a importância do respeito à independência dos Poderes, conforme estabelecido na Constituição.

Ministros do STF minimizaram a relevância das ações judiciais nos EUA, enfatizando que tais medidas não afetam significativamente as atividades do tribunal. Alexandre de Moraes afirmou não possuir bens nos EUA e não se sentir afetado pelas ações contra ele, enquanto Gilmar Mendes considerou a ação judicial nos EUA como excessiva, defendendo a contestação de decisões judiciais pela via competente.

Em uma decisão recente, Alexandre de Moraes suspendeu a plataforma de vídeos Rumble no Brasil. Para o CEO da Rumble, as questões devem ser resolvidas legalmente, destacando a importância de seguir os trâmites judiciais adequados.

O governo brasileiro enfatiza a importância do respeito mútuo entre nações e da observância das decisões das instâncias judiciais competentes em território nacional.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Gabinete de segurança de Israel discute possível cessar-fogo no Líbano

Em Washington, Israel e Líbano realizaram conversas entre embaixadores pela primeira vez em mais de 40 anos para discutir um possível cessar-fogo no...

EUA dizem ter impedido passagem pelo Estreito de Ormuz de navios que saíram do Irã

Resumo: os Estados Unidos anunciaram que, nos dois primeiros dias do bloqueio naval ao Irã, nove embarcações oriundas de portos iranianos obedeceram à...

‘Papa Leão XIV deveria ter cuidado ao falar de teologia’, diz vice dos EUA

Resumo: em meio a críticas do Papa Leão XIV à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, o vice-presidente americano JD Vance pediu que...