Cármen Lúcia suspende julgamento sobre pena menor a militares por estupro de vulnerável

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, solicitou a suspensão de um julgamento que debatia a possibilidade de aplicação de penas menores a militares acusados de estupro de vulnerável. A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Procuradoria questiona a penalização de 8 a 15 anos prevista na Lei nº 14.688/2023 para militares em casos de estupro de vulnerável, alegando que a punição para civis, conforme o Código Penal, é de 10 a 20 anos de reclusão. A ministra decidiu transferir o caso do julgamento virtual para o plenário físico, sem data definida.

A PGR requereu que a punição para estupro de vulnerável praticado por militares siga o que está determinado no código penal.

A Advocacia-Geral da União (AGU) considera inconstitucional a possibilidade de um civil ser condenado com uma pena mais severa do que um militar pelo mesmo crime.

“Não se pode conceber uma pena mais branda para os militares que cometem o crime militar de estupro de vulnerável com lesões graves ou gravíssimas, em comparação com a mesma punição prevista na legislação penal comum”, argumentou em sua ação.

O caso em questão, que está sendo analisado na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7.555, está sob responsabilidade da ministra Cármen Lúcia.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Por unanimidade, STF derruba lei de SC que proibiu cotas raciais nas universidades

Resumo: o plenário do Supremo Tribunal Federal derrubou a lei de Santa Catarina que proibiu a reserva de cotas raciais para o ingresso...

Número de agentes baleados este ano é igual todo ano de 2025 na RMS; quatro policias foram baleados nas últimas 24h

Resumo rápido: Salvador e a Região Metropolitana vivem um início de ano marcado pela violência contra agentes de segurança. Entre 1º de janeiro...

Procon vê conotação sexual e proíbe venda de linha de doces Fini em MG

Resumo: O Procon-MPMG, órgão vinculado ao Ministério Público de Minas Gerais, determinou a suspensão da venda de três chicletes da marca Fini —...