Alckmin diz que tarifa dos EUA não é assunto encerrado e promete intensificar negociações

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Em meio a tensões comerciais, o vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou que as negociações em relação à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros ainda estão longe de um desfecho. Durante sua participação no programa Mais Você, ele anunciou que o governo está finalizando um plano de apoio aos setores mais afetados, com a meta clara de proteger empregos e manter a produção nacional. “O presidente Lula está prestes a decidir, pois essa questão impacta tanto o cenário financeiro quanto o tributário do Brasil”, afirmou.

A novidade das tarifas entra em vigor na próxima semana e afeta consideravelmente as exportações brasileiras, principalmente nos setores de aço e alumínio. Apesar de alguns produtos, como sucos e aeronaves, terem sido poupados, Alckmin destacou que a negociação se intensificará agora. “Não trataremos isso como assunto encerrado; estamos apenas começando a negociação mais forte”, declarou.

Além dos esforços diplomáticos, o vice-presidente mencionou que várias empresas americanas já estão contestando judicialmente essas tarifas. Essa ação pode ser uma aliada da defesa brasileira, uma vez que a imposição da sobretaxa foi considerada ter motivações políticas que podem ser revistos no Judiciário, especialmente por estarem ligadas a alianças políticas nos Estados Unidos.

Concernente à inflação, Alckmin se mostrou otimista, argumentando que, apesar do aumento das tarifas, os preços tenderão a cair devido a uma supersafra agrícola e à estabilidade do câmbio. “Precisamos evitar que a crise se agrave e reflita rapidamente na inflação, mas tenho boas expectativas sobre a situação inflacionária”, disse.

O plano de amparo aos setores afetados ainda está sendo elaborado, mas deve incluir medidas emergenciais e reuniões com empresários de diversos segmentos, como agronegócio e tecnologia, para desenvolver soluções adequadas. A escolha de um programa de entretenimento como meio de comunicação visa esclarecer a população sobre os impactos das decisões comerciais do governo.

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