CPMI quer dados do Coaf sobre ex-ministro de Bolsonaro

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) está buscando dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) referentes a José Carlos Oliveira, que foi ex-ministro da Previdência durante o governo de Jair Bolsonaro. Os requerimentos foram apresentados pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que já protocolou centenas de pedidos desde a abertura da Comissão.

Lucas está pedindo a quebra de sigilo telemático e o compartilhamento de informações financeiras de Oliveira, incluindo um Relatório de Inteligência Financeira (RIF). O interesse se concentra nas atividades realizadas por Oliveira entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022. O senador sugere que o INSS e o Ministério da Previdência forneçam todas as mensagens e conteúdos de e-mail institucional de José Carlos.

Os dados solicitados incluem todas as mensagens enviadas e recebidas, além de multimídia como fotos e vídeos. No entanto, essas solicitações ainda precisam da aprovação do colegiado para serem efetivadas.

Izalci justifica a importância das informações, pois Oliveira foi presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em um momento crítico do esquema investigado. Ele menciona transações financeiras suspeitas envolvendo o ex-ministro, destacando uma triangulação financeira que chamou a atenção da investigação.

De acordo com documentos da Polícia Federal (PF), Oliveira, agora identificado como Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, está entre os mencionados na operação Sem Desconto, que investiga possíveis fraudes com descontos indevidos em aposentadorias.

A PF está analisando transações financeiras de Cícero Marcelino, um assessor da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), entidade já sob investigação. Oliveira e um auxiliar administrativo, José Laudenor, aparecem juntos em atividades empresariais, o que reforça a suspeita de movimentações financeiras irregulares.

Um dos negócios citados, a Fayard Organização e Serviços, tinha a participação de Oliveira até junho de 2022. Outro, a Yamada e Hatheyer Serviços, também tem o ex-ministro como sócio, junto com a filha Yasmin e um ex-diretor do INSS.

A PF sugere que as movimentações financeiras de Oliveira e seus associados indicam a utilização de contas para movimentar recursos de forma não declarada. O senador Izalci, por sua vez, dedicou grande parte do recesso legislativo ao caso, organizando um quadro com as conexões entre as pessoas e entidades sob investigação.

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