Dólar volta a R$ 5,30 e Ibovespa emenda 3º recorde consecutivo após decisão do Fed

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O dólar teve uma leve alta, fechando a R$ 5,3012, após uma sequência de cinco dias de queda. Durante esse período, a moeda americana perdeu 2,54% de seu valor. Em setembro, a desvalorização é de 2,23%, e no ano, chega a 14,22%. A alta ocorreu após a decisão do Federal Reserve (Fed), que cortou a taxa básica de juros em 25 pontos-base, sendo que a mínima do dia foi de R$ 5,2762.

O Fed anunciou a redução da taxa para a faixa entre 4,00% e 4,25%, devido a uma piora no mercado de trabalho. Apesar do corte, a decisão não foi unânime. O novo diretor do Fed, Stephen Miran, indicado por Donald Trump, votou por uma redução maior, de 50 pontos-base. Contudo, a maioria dos dirigentes decidiu manter o corte em 25 pontos, alinhando-se com o que o mercado esperava.

Logo após o anúncio do Fed, o dólar perdeu força frente a outras divisas, mas os efeitos foram temporários, já que a moeda americana subiu novamente, chegando a R$ 5,31 antes de se estabilizar em torno de R$ 5,30. O presidente do Fed, Jerome Powell, enfatizou que as decisões futuras dependerão dos dados econômicos que surgirem entre as reuniões.

Ibovespa alcança 3º recorde consecutivo, superando os 145 mil pontos

Enquanto isso, o Ibovespa também se destacou, alcançando novas máximas. O índice chegou a 146.330,90 pontos durante a sessão, encerrando em 145.593,63 pontos, alta de 1,06%. Foi a primeira vez que o índice fechou acima dos 145 mil pontos, reforçado pela confirmação da redução da taxa de juros nos Estados Unidos.

Na B3, o índice começou o dia com 144.058,51 pontos, atingiu uma mínima de 143.910,14 pontos e teve um giro financeiro de R$ 45,2 bilhões. Ao longo da semana, o Ibovespa avança 2,34%, com ganhos acumulados de 2,95% neste mês e 21,04% no ano.

No cenário das ações, setores cíclicos ganharam força. Destaque para RD Saúde, Magazine Luiza e Assaí, que subiram entre 4,55% e 6,06%. Por outro lado, C&A, Marfrig e Pão de Açúcar enfrentaram quedas.

Com a expectativa de juros globais mais baixos, o clima para investimentos se mantém positivo, apesar da mensagem cautelosa de Powell sobre a continuidade do alívio monetário.

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