O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, parabenizou a líder opositora venezuelana, Marília Corina Machado, pela conquista do Prêmio Nobel da Paz de 2025, anunciada nesta sexta-feira (10/10), em Oslo. Para Obama, a vitória não é apenas um reconhecimento, mas um lembrete da importância de preservar e defender a democracia em todos os lugares, especialmente nos Estados Unidos.
Marília Corina é uma das principais vozes contra o regime do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Em sua mensagem nas redes sociais, Obama escreveu: “Parabéns à nova ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Marília Corina Machado, por sua corajosa luta para levar a democracia à Venezuela.”
“O prêmio deve inspirar aqueles que estão comprometidos em lutas semelhantes ao redor do mundo,” afirmou o ex-presidente.
Obama também destacou que o reconhecimento deve nos lembrar da responsabilidade de proteger nossas tradições democráticas, arduamente conquistadas.
Veja a íntegra:
Congratulations to new Nobel Peace Prize laureate María Corina Machado for her courageous struggle to bring democracy to Venezuela. It should inspire those engaged in similar struggles around the world – and remind those of us lucky enough to live in America that we have a solemn… https://t.co/dcNQmHIQ8d
— Barack Obama (@BarackObama) October 10, 2025
Reconhecimento e Críticas
Obama também foi premiado com o Nobel da Paz em 2009, por seus esforços em fortalecer a diplomacia internacional e promover a cooperação entre os povos. Naquela ocasião, o comitê ressaltou seu empenho em fortalecer organismos multilaterais e promover o desarmamento nuclear.
Enquanto isso, a gestão do presidente Donald Trump expressou descontentamento com o resultado do Nobel deste ano. Trump, que foi indicado após mediar um cessar-fogo em Gaza, não recebeu o prêmio. O diretor de Comunicação da Casa Branca, Steve Chueng, declarou que “o comitê do Nobel provou que coloca a política acima da paz”.
“O presidente Trump continuará alcançando acordos de paz, pondo fim a guerras e salvando vidas,” publicou Chueng.
Em seu discurso de agradecimento, Marília Corina mencionou Trump, salientando que foi ele quem “ordenou o envio de navios e caças ao Caribe para combater o narcotráfico”. Ela também afirmou: “Estamos à beira da vitória e, hoje, mais do que nunca, contamos com o presidente Trump. A Venezuela será livre.”
Um Líder em Ação
Nascida em 1967, Marília Corina é engenheira com formação em finanças. Antes de se dedicar à política e à defesa dos direitos civis, atuou no setor privado. Atualmente, ela vive escondida na Venezuela, após ser impedida de concorrer às eleições presidenciais de 2024. Seu nome foi associado a denúncias de fraude e falta de transparência nas recentes eleições, que resultaram na reeleição de Maduro.
Conforme o Comitê Norueguês do Nobel, Marília Corina foi premiada “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
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