Margareth Rodrigues Costa celebra indicação na lista tríplice feminina do TST: “Acredito muito na força das mulheres”

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A desembargadora baiana Margareth Rodrigues Costa foi indicada para a lista tríplice destinada à vaga no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Essa lista, que foi divulgada nesta terça-feira (11), é composta inteiramente por mulheres, resultado de uma votação secreta do Pleno do TST, em Brasília.

Em entrevista ao Bahia Notícias, Margareth expressou sua alegria com a indicação, considerando-a um marco em sua carreira. Ela explicou que a lista surgiu a partir da inscrição dos desembargadores de todo o país. “O processo traz a abertura para novos nomes. Acredito no poder das mulheres. Sempre digo isso. Venho de uma família de mulheres fortes, e ‘acreditar’ traz esperança”, afirmou a magistrada. Ela ficou contente com a postura do presidente do TST e outros integrantes que optaram por uma lista exclusivamente feminina.

Margareth reforçou a importância deste momento social, onde existe uma demanda crescente por representatividade. “É necessário, especialmente agora, dar voz às mulheres. Na Justiça do Trabalho, elas são muitas, mas ainda estão sub-representadas no TST. A presença de três mulheres nesta lista é um sinal de esperança”, destacou, reforçando que essa mudança é benéfica para todos.

Com 35 anos de carreira na Justiça baiana, Margareth é filha da juíza aposentada Rosalina Nascimento Rodrigues, natural de Juazeiro, na Bahia. Ela acredita que sua trajetória foi influenciada por suas referências familiares. “Essa indicação faz uma enorme diferença na minha vida. Ser juíza do trabalho foi sempre meu sonho e é o que me faz feliz”, comentou.

Natural de Salvador, Margareth é juíza desde 1990 e se tornou desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (Bahia) em 2014. Atuou como diretora da Escola Judicial do TRT entre 2017 e 2019, além de ter sido convocada várias vezes para o TST. Atualmente, integra a 1ª Turma e a Subseção de Uniformização da Jurisprudência no TRT-5.

Ao comentar sobre a representatividade regional, a desembargadora mencionou a importância de incluir candidatas do Norte-Nordeste. “Esse aspecto traz um peso maior à lista, pois represento minhas matriarcas. A Bahia tem uma história rica e nossa cultura é forte”, destacou.

Além de Margareth, a desembargadora paraense Maria de Nazaré Medeiros Rocha também foi indicada. Para Margareth, é essencial que as pessoas do Norte e Nordeste não tenham medo de buscar seu espaço. “Ainda existe uma certa resistência, mas isso está mudando. Todos nós temos que trabalhar para eliminar preconceitos e fazer uma Justiça mais digna e ética,” enfatizou.

Sobre o processo de escolha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a votação no Senado Federal, Margareth foi cautelosa. “Não posso prever prazos. É um processo que envolve várias etapas. Espero que tudo ocorra da melhor maneira possível”, finalizou.

E você, o que pensa sobre a representatividade feminina nas esferas de poder? Deixe sua opinião nos comentários.

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