O Gabão foi eliminado ainda na fase de grupos da Copa Africana de Nações, com três derrotas em três partidas e nenhum ponto, encerrando a participação de forma precoce.
Em resposta ao desempenho, o governo suspendeu a seleção por tempo indeterminado, dissolveu imediatamente a comissão técnica e afastou dois dos seus principais nomes: o atacante Pierre-Emerick Aubameyang e o zagueiro Bruno Ecuele Manga. A decisão foi anunciada pelo ministro interino do Esporte e da Juventude, Simplice Désiré Mamboula.
Afastamento de Aubameyang chamou atenção internacional: aos 36 anos, ele participou de apenas dois jogos no torneio e marcou um gol, enquanto Manga, que atuou nas duas primeiras partidas, perdeu a braçadeira de capitão durante a competição. Aubameyang deixou a concentração para retornar à França, e, embora o governo tenha mantido a medida, citou problemas estruturais e de gestão no futebol nacional para justificar a mudança.
Política e esporte se cruzaram quando o presidente Brice Oligui criticou publicamente a condução do futebol gabonês, descrevendo a eliminação como reflexo de “falta de método” e de uma dispersão de recursos que prejudica o compromisso institucional com a seleção. A crise abre caminho para uma reavaliação do projeto esportivo nacional e de como o futebol é gerido no país.
Aubameyang reagiu às críticas nas redes sociais, defendendo que os problemas vão além de sua presença. O governo, porém, manteve a decisão de afastá-lo, sinalizando uma ruptura profunda na gestão do futebol do Gabão após o fracasso no torneio continental. Comente abaixo o que você acha que deve mudar para fortalecer o futebol na região e prevenir crises semelhantes.
