“Cala boca”: policial confrontado por PMs em blitz deve ser indenizado. Veja vídeo

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Resumo: Em blitz de trânsito realizada no Paranoá, em 5 de janeiro de 2025, um policial civil afirmou ter sido alvo de conduta abusiva de policiais militares do Distrito Federal. O TJDFT determinou que o Distrito Federal indenize o policial em R$ 10 mil, reconhecendo dano moral decorrente da abordagem. A decisão, assinada em 6 de abril, aponta que o excesso de atuação por parte de agentes estatais gerou constrangimento público e abalo emocional.

Imagem de três policiais militares fardados
Imagem de três policiais militares fardados

Segundo o policial civil, um soldado da PMDF ordenou que ele aceitasse o comando de silenciar a voz de modo grosseiro e intimidador. A acusação também envolve o afastamento do policial do trabalho, sob a justificativa do abalo emocional causado pela conduta de agentes do estado e pela exposição de sua imagem diante de terceiros. O Distrito Federal, por sua vez, sustenta que os policiais atuaram dentro dos limites legais e que o comportamento do policial civil teria contribuído para a escalada do conflito.

Para o juiz de direito substituto Luciano dos Santos Mendes, do 1º Juizado Especial da Fazenda Pública do DF, o excesso cometido por um agente, mesmo durante uma atividade ostensiva e legítima, desqualifica o ato e gera o dever de indenizar.

“Quando a conduta estatal expõe o cidadão a situação de humilhação, constrangimento público e abalo emocional de relevância, resta configurado o dano moral passível de reparação”, frisou o magistrado.

A sentença acrescenta que a responsabilidade não pode ser afastada pela defesa de que houve conduta apenas institucional, destacando que a atuação estatal, nesses termos, viola direitos fundamentais do cidadão.

Ainda que a defesa do DF argumente pela legalidade da ação policial, o juiz deixou claro que o enquadramento legal não elimina a obrigação de reparar danos morais quando há desproporção no tratamento ao cidadão, gerando constrangimento público. A decisão foi concluída com a anotação de que a posição do DF não afasta a responsabilização do ente público no caso em questão.

Além das alegações de abuso, o material audiovisual disponível mostra a altercação entre o policial civil e os agentes da PMDF durante a blitz, com declarações de imposição por parte dos PMs. O episódio também envolve o registro de que o teste do bafômetro do policial civil não indicou consumo de bebida alcoólica no momento da abordagem.

O portal Metrópoles informou que procurou a Secretaria de Comunicação do Governo do DF e a PMDF para comentar a sentença, ressaltando que o espaço permanece aberto para manifestações das autoridades. O caso chamou a atenção pela forma como a atuação policial em vias públicas pode nortear decisões judiciais sobre danos morais e responsabilidade do Estado.

Relembre os pontos centrais do caso: a blitz ocorreu na noite de 5 de janeiro no entroncamento da DF-001 com a DF-250, no Paranoá; o vídeo inicial registra a discussão entre o policial civil e os policiais militares responsáveis pela operação; as falas dos PMs reforçam uma postura de imposição durante a abordagem; o policial civil seguia para o plantão na 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá, e o bafômetro não indicou álcool; a PMDF confirmou que houve uma discussão entre os envolvidos na ocasião.

Este veredito lança um importante precedente sobre como o Estado deve agir em situações de confronto com cidadãos na rua. O dano moral reconhecido pelo judiciário evidencia que, mesmo em operações de serviço público, a forma de intervenção pode gerar consequências emocionais duradouras para quem é responsabilizado pela fiscalização.

O que você acha dessa decisão? Acredita que atitudes mais brandas por parte de agentes de segurança podem evitar esse tipo de dano? Deixe seu comentário, compartilhe sua opinião e conte como você encara o equilíbrio entre fiscalização e respeito aos direitos individuais em situações de abordagem policial.

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