OCDE reduz previsão da inflação no Brasil, mas vê salto de preços na Argentina

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Resumo rápido: A OCDE revisou para baixo as perspectivas econômicas da região, destacando uma desaceleração tanto para o Brasil quanto para a Argentina, diante de pressões inflacionárias alimentadas por preços de energia e pela dependência de fertilizantes importados. Segundo o relatório, o Brasil deve crescer 2,3% em 2025 e 1,5% em 2026, com recuperação para 2,1% em 2027, enquanto a inflação cai de 5,0% no ano anterior para 4,1% em 2025 e permanece em 3,8% em 2026 e 2027. A Argentina, por sua vez, deve avançar 2,8% em 2026 e 3,5% em 2027, com inflação projetada em 31,3% em 2026 e 14,1% em 2027.

No Brasil, o documento destaca que o crescimento tende a desacelerar, com o PIB abrindo mão de fôlego e a inflação sob pressão. O cenário é alimentado pela alta de preços de energia, lembrando que o aumento de commodities pode manter o índice de preços elevado. Além disso, o relatório aponta que o Brasil figura entre os países com forte dependência de fertilizantes importados do Oriente Médio, o que implica vulnerabilidade a choques externos. Esses fatores ajudam a explicar a trajetória prevista de inflação acima da meta, exigindo vigilância estreita da política monetária e de fiscalidade para sustentar o impulso econômico sem perder a credibilidade da meta inflacionária.

Para a Argentina, as projeções são ainda mais desafiadoras. O PIB, que já mostrou força em rápido ajustamento, deve desacelerar para 2,8% em 2026 e, em seguida, avançar para 3,5% em 2027, diante de ajustes internos e pressões cambiais. A inflação, que já contribuiu para uma inflação elevada no passado recente, deve subir para 31,3% em 2026 e recuar para 14,1% em 2027, refletindo numa transição marcada por volatilidade de preços e pela necessidade de reformas estruturais e de políticas estabilizadoras no curto a médio prazo.

O relatório não detalha, de modo específico, as razões por trás de cada revisão, mas aponta fatores que podem sustentar pressões inflacionárias globais, como a oscilação de preços de energia. Em termos regionais, a OCDE sinaliza que a moderação da inflação é um contingente importante para que as taxas de juros comecem a recuar nos próximos anos. O conjunto de previsões cita ainda que, no Brasil e em outras economias emergentes, essa trajetória dependerá de como os governos gerem a inflação, o câmbio e a credibilidade das políticas públicas.

Palavras-chave: OCDE, Brasil, Argentina, inflação, PIB, perspectivas econômicas, energia, fertilizantes, juros. O documento reforça a ideia de que a inflação precisa recuar para permitir um ciclo de cortes de juros gradual e sustentável, ao passo que o crescimento permanece frágil, exigindo políticas públicas bem calibradas para manter a renda e o emprego.

E você, o que acha dessas perspectivas para o seu setor ou cidade? Deixe seu comentário, compartilhe sua leitura e conte como mudanças nos cenários macro podem impactar seus negócios, investimentos ou orçamento familiar nos próximos meses.

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