VÍDEO: Servidores ocupam elevador “exclusivo” para magistrados em protesto no TRT-BA

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Sundjufe-BA e servidores do TRT5 Salvador realizaram, na última sexta-feira, 10, uma manifestação que chamou a atenção da cidade ao ocupar um elevador considerado exclusivo para magistrados. O objetivo foi denunciar práticas discriminatórias no acesso a espaços públicos dentro do prédio do tribunal. A ação enfatizou a necessidade de tratamento igualitário e de respeito às normas que asseguram acesso a equipamentos compartilhados.

A mobilização teve início logo após uma Assembleia Setorial no saguão do Fórum 2 de Julho e seguiu em direção ao estacionamento G2, onde fica o elevador apontado como de uso restrito. Ao longo do trajeto, os manifestantes defenderam a ideia de que edifícios públicos devem atender a todos, sem favorecer qualquer grupo, e ressaltaram que o acesso a áreas comuns é direito de trabalhadores, usuários e visitantes da instituição.

Segundo o Sundjufe-BA, a ação visou expor práticas discriminatórias ainda existentes dentro do antigo prédio público. A entidade explicou que, após uma denúncia anterior, os constrangimentos haviam diminuído, mas voltaram a ocorrer ao longo da semana. Durante o ato, os participantes exibiram uma cópia da Lei Municipal nº 9.644/2022, que proíbe qualquer tipo de discriminação no acesso a equipamentos em edifícios públicos. A sinalização que indica exclusividade no uso do elevador permaneceu instalada, segundo a denúncia feita pela categoria.

O sindicato reforça que o objetivo é garantir acesso igualitário aos espaços, sem distinções entre magistrados, servidores e público. A cobrança inclui a retirada imediata da placa que restringe o uso do elevador e o cumprimento integral da legislação. A presença da Lei Municipal na mobilização reforça a expectativa de que a gestão do TRT5 reveja as normas de acesso, alinhando-se aos preceitos de inclusão e de respeito aos direitos de cidadania.

A cobertura do episódio ganhou destaque na região, pois o tema acende o debate sobre acessibilidade e igualdade em instituições públicas com grande circulação de pessoas. Em resposta, moradores e trabalhadores da cidade acompanham o desdobramento com atenção, aguardando posicionamentos oficiais que possam consolidar mudanças práticas no dia a dia de quem transitapelo prédio. A discussão envolve não apenas a Justiça, mas a forma como a cidade percebe e aplica direitos básicos de uso de espaços públicos.

Como você vê a relação entre regras internas de um órgão público e o direito de acesso de todos aos espaços comuns? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como situações assim já impactaram seu dia a dia em edifícios públicos da região. Queremos ouvir sua experiência para enriquecer o diálogo sobre inclusão e acessibilidade na cidade.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Após manobra da base governista e críticas de ministros do STF, CPI do Crime Organizado rejeita relatório final

Resumo do dia A CPI do Crime Organizado do Senado encerrou seus trabalhos nesta terça sem aprovar o relatório final. Em votação de...

Governo encaminha PL do fim da escala 6×1 com urgência ao Congresso 

O governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que encerra a escala de trabalho 6x1, protocolado em regime de urgência....

Sondado pelo PT, Elmar vira “bolsonarista” em busca do TCU

Resumo: O deputado Elmar Nascimento, hoje no União Brasil, aproxima-se do bloco bolsonarista em busca de apoio do PL para uma candidatura ao...