Justiça argentina manda a julgamento irmãs de Maradona e advogado por fraudar marca do ex-jogador

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: A Justiça argentina encaminhou a julgamento um caso de fraude envolvendo a exploração da marca Diego Maradona. Morla, o ex-advogado, as irmãs Rita Maradona e Claudia Norma, e outros três réus são acusados de prejudicar os herdeiros do astro, incluindo cinco filhos, conforme a denúncia apresentada. A acusação sustenta que a marca foi explorada após a morte do jogador, em 2020, sem repassar direitos aos herdeiros. A empresa Sattvica S.A., criada em 2015 para administrar os direitos comerciais, teve ações transferidas às irmãs entre 2022 e 2023, e a avaliação da marca aponta o valor em cerca de 100 milhões de dólares. O tribunal ordenou a suspensão da exploração comercial pelos acusados enquanto o caso tramita.

Contexto e origem do caso: a decisão judicial, divulgada pela Agência France-Presse (AFP), aponta que os réus são acusados de fraudar os interesses dos legados herdeiros, cinco filhos de Maradona. Entre os envolvidos estão Morla, as irmãs Rita Maradona e Claudia Norma, além de outros assessores. A acusação sustenta que houve manobras para manter sob controle comercial a marca associada ao nome de Diego Maradona, sem assegurar os direitos de quem tem direito a ela.

A acusação detalha que Morla e seus colaboradores lucraram com a exploração da marca Diego Maradona após a morte do jogador, em 2020, sem repassar os direitos aos herdeiros. A empresa Sattvica S.A., criada para administrar os direitos comerciais, teve suas ações transferidas às irmãs entre 2022 e 2023, consolidando o controle da exploração.

“Morla, segundo a defesa, explorou as irmãs em benefício próprio até o fim de 2021 e, depois, transferiu as ações para as irmãs, que continuaram a explorar a marca até 2023”, afirmou o advogado Félix Linfante, representante de Jana Maradona, uma das filhas, durante as discussões do caso.

Uma avaliação oficial citada no processo estima o valor das marcas em cerca de 100 milhões de dólares. Em decisão cautelar, o tribunal determinou a suspensão da exploração comercial pelos acusados até o avanço definitivo do processo, buscando proteger os direitos dos herdeiros e evitar danos adicionais ao patrimônio.

O caso teve início em 2021, após denúncia das filhas Dalma e Gianinna Maradona por suposta apropriação indevida de contratos ligados ao nome do ex-jogador. A partir daí, as autoridades deram andamento a uma apuração sobre a gestão dos direitos ligados à marca e a participação de terceiros na exploração comercial.

O que está em jogo vai além de uma disputa particular: reflete tensões entre herdeiros e antigos assessores sobre quem controla o licensing, contratos e ganhos ligados à imagem de Diego Maradona, com impactos diretos na forma como o legado do jogador é administrado. O processo continua trilhando seu caminho na Justiça, com as partes apresentando defesas e novas evidências.

Qual é a sua leitura sobre esse tipo de disputa envolvendo o legado de uma figura pública e a gestão de direitos de imagem? Deixe seu comentário, compartilhe a sua visão e involve-se na conversa sobre como casos assim afetam a percepção pública de heranças, marcas e justiça.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Padrão milícia: líder de bando que expulsava moradores de casas é preso

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu nesta quarta-feira, 22 de julho, o líder de uma quadrilha que atuava no Trecho 3...

Homem é encontrado morto em avançado estado de decomposição em imóvel de Itapuã

Um homem, ainda não identificado, foi encontrado morto em avançado estado...

Polícia dos EUA investiga tiroteio com “múltiplas vítimas” em Seattle

MundoTiroteio com feridos durante festival Bite of Seattle no Seattle Center é alvo de investigação neste domingo (26/7)O Departamento de Polícia de Seattle...