Operação desarticula quadrilha que movimentou R$ 300 milhões em marketplace

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram a Operação Platinum para desarticular uma organização criminosa que vendia contrabandeados por meio de marketplaces como Shopee, Mercado Livre e Magazine Luiza. A ação resultou em 21 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão, em seis estados, com a mobilização de mais de 150 agentes. A investigação aponta que, apenas no Mercado Livre, as vendas ultrapassaram R$ 300 milhões, e que o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2024, incluindo operações de lavagem de dinheiro.

As apurações tiveram início em 2022, após a apreensão de mercadorias transportadas irregularmente em um comboio. Ao longo do inquérito, ficou evidente que os próprios integrantes da organização vendiam os produtos nas plataformas digitais, dando a aparência de legalidade às operações por meio de uma rede logística que unia importação irregular e comércio online.

A Receita Federal descreve uma estrutura complexa, com empresas de fachada e laranjas para abrir contas bancárias e movimentar recursos. Também foram identificadas empresas criadas exclusivamente para emitir notas fiscais frias, visando conferir legitimidade às vendas.

Entre os itens comercializados estavam principalmente eletrônicos de marcas como Apple, Samsung e Xiaomi, além de discos rígidos, robôs de limpeza, equipamentos de internet via satélite, aparelhos de ar condicionado portáteis, perfumes e tintas para impressoras.

A atuação era interstadual e transnacional. Em conjunto, as investigações apontam a operação de cerca de 300 empresas, na maioria de fachada, além de dezenas de pessoas físicas envolvidas. O objetivo é desarticular não apenas a venda ilegal, mas também o sistema financeiro e logístico que sustenta o esquema, incluindo práticas de descaminho e lavagem de capitais.

O esquema envolve a logística e o fluxo financeiro que passam por seis estados: Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. A operação continua, com novas apreensões de mercadorias ilegais já em curso conforme as investigações avançam.

Segundo as autoridades, a ação reúne auditores da Receita Federal e policiais federais para frear a prática de contrabando, desintegrar as linhas de suprimento e interromper a circulação de mercadorias em situação irregular, além de combater a lavagem de dinheiro que alimentava o grupo.

A apuração permanece em andamento e pode haver novas apreensões de mercadorias ilegais nas próximas semanas. Moradores da região podem acompanhar os desdobramentos das investigações por meio de fontes oficiais, enquanto a operação avança para responsabilizar os responsáveis.

E você, qual é sua leitura sobre esse tipo de prática e seu impacto no comércio local? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre segurança, fiscalização e consumo responsável.

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