Líder supremo diz que Irã planeja controlar Ormuz após a guerra

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O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, divulgou nesta quinta-feira uma declaração rara na qual afirma que os Estados Unidos não terão lugar no futuro do Golfo Pérsico e reforça que o regime pretende administrar o Estreito de Ormuz após o conflito. A mensagem, divulgada pelo gabinete do líder, também assegura que Teerã manterá seu programa nuclear e a capacidade de produção de mísseis, itens categorizados como ativos nacionais da mesma forma que as fronteiras do país.

A mensagem aborda dois pontos centrais que têm travado as negociações com os EUA. O governo americano busca restringir as ambições nucleares iranianas e insiste que o Irã não pode controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz. Em tom firme, Khamenei afirma que o futuro do Golfo Pérsico será sem a presença de potências estrangeiras. A declaração foi lançada no Dia Nacional do Golfo Pérsico, data que o Irã usa para ligar o esforço atual a uma histórica luta contra potências coloniais.

Sobre o Estreito, o texto indica que o Irã elaborará “novos marcos legais e gestão do Estreito de Ormuz”, sugerindo que o país não pretende abrir mão do controle da rota. O comunicado cita ainda a resistência a propostas de abertura do estreito, que teriam implicado cobranças a navios, ideia que ganhou oposição interna e externa. No fim de semana, o regime apresentou uma proposta para reabrir o estreito, plano que, segundo relatos, não agradou o governo dos Estados Unidos, com Donald Trump rejeitando a medida por considerar que impunha pedágio aos petroleiros.

As tensões afetam toda a região e o mercado global de energia. Ormuz, ponto-chave que permite o trânsito de cerca de um quinto do petróleo mundial, vive hoje um tipo de bloqueio duplo entre as partes envolvidas, elevando os preços do petróleo e pressionando as economias locais. No Irã, o conflito agravou a pressão sobre o rial, que atingiu novos mínimos frente ao dólar, refletindo a fragilidade econômica gerada pela guerra e pelas sanções.

A declaração de Khamenei reforçou ainda a ideia de que o Irã tratará o programa nuclear e a capacidade de mísseis com a mesma prioridade de proteção das fronteiras marítimas, terrestres e aéreas. O líder cita o Dia Nacional do Golfo Pérsico para ligar o esforço atual de controle da rota a uma sequência de batalhas históricas contra potências externas, usando uma linguagem que alinha objetivos geopolíticos com uma narrativa de soberania nacional.

E você, como lê os movimentos entre Irã e EUA e o que isso pode significar para o futuro do Estreito de Ormuz e do mercado global de energia? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe quais impactos você projeta para a região, para a economia e para os preços do combustível nos próximos meses. Sua visão ajuda a entender os desdobramentos desse duelo estratégico.

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