Moraes libera Michelle e barra visitas a Bolsonaro durante internação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhe o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante todo o período de internação.

A ordem para a realização da cirurgia foi proferida pelo ministro na terça-feira (28/4) e comunicada aos médicos, para que fosse articulada a internação no hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-chefe do Palácio do Planalto ficará sob cuidados de saúde.

Bolsonaro chegou ao local antes das 7h para a cirurgia no ombro nesta sexta-feira (1°/5).

Ao conceder a autorização para a cirurgia, o ministro também permitiu que Michelle acompanhe todo o período de internação. Nesse intervalo, todas as demais visitas estão suspensas, inclusive de advogados e outros membros da família.

Além disso, Moraes determinou que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), responsável por monitorar a prisão domiciliar de Bolsonaro, adote providências para garantir vigilância “ininterrupta durante todo o período de internação hospitalar, evitando-se o acesso de pessoas não autorizadas e garantindo o cumprimento de todas as medidas cautelares que continuam em vigor”.

Os advogados do ex-presidente também deverão apresentar, em 48 horas, relatório médico sobre o procedimento realizado.

A autorização para a cirurgia ocorreu após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestar-se a favor do procedimento.

Dores persistentes

De acordo com laudo médico apresentado ao STF e com a petição dos advogados, Bolsonaro enfrenta dores persistentes e limitação de movimentos, mesmo com o uso contínuo de analgésicos. As dores se intensificam durante a noite.

Segundo o pedido, exames apontaram lesões de alto grau no manguito rotador, além de comprometimentos associados, o que levou à indicação de cirurgia por especialista.

“Foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para reparação do manguito rotador do ombro direito e das lesões associadas, por via artroscópica”, escreveu a defesa. A técnica de cirurgia em questão usa câmeras e não é invasiva.

Ainda de acordo com o texto, a intervenção não decorre de “mera conveniência pessoal”, mas “de necessidade terapêutica concreta, fundada em avaliação técnica especializada.”

Os advogados alegam que a manutenção do quadro clínico atual “implica restrição ao direito fundamental à saúde e ao acesso ao tratamento prescrito.”

“Busca-se viabilizar tratamento médico necessário […], com o objetivo de preservar a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a dignidade do requerente”, complementa o pedido de autorização.

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