Estupro coletivo de crianças em SP: ‘Não consegui ver o vídeo até o fim, terrível’, diz Nico

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: em 21 de abril, na localidade União de Vila Nova, bairro da Subprefeitura de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, houve estupro coletivo contra duas crianças. As imagens foram gravadas por menores e divulgadas nas redes, levando a uma investigação rápida e à apreensão de três adolescentes, com um adulto foragido que acabou localizado após fugir para a Bahia.

Os agressores conviviam com as vítimas, situação que facilitou o abuso. Um adolescente foragido, identificado como Christian, permanece inativo às buscas da polícia, com equipes trabalhando para sua entrega à Justiça. Três jovens já foram apreendidos, e o único adulto envolvido foi encontrado após a fuga.

As vítimas tiveram proteção e acolhimento da Prefeitura: uma permanece com a mãe em Vila Reencontro; a outra está no Serviço Institucional para Criança e Adolescente, devido à dependência química da mãe. O Conselho Tutelar de São Miguel Paulista, assistentes sociais e profissionais de saúde acompanham as vítimas, junto ao projeto Bem-Me-Quer, programa estadual de acolhimento a vítimas de violência sexual.

Segundo a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, responsável pela investigação, o caso só ganhou registro policial depois que as famílias indicaram as situações de pressão para não denunciar. As vítimas chegaram a ver os vídeos circulando na internet, mas não haviam feito boletim até então; uma irmã de uma das vítimas reconheceu as imagens e levou o caso à delegacia.

O subprefeito Divaldo Rosa descreveu o episódio como revoltante e afirmou que as famílias foram pressionadas pela região para não acionar a polícia. A apuração indica que os agressores, moradores da mesma área, usaram a relação de convivência para cometer os crimes, buscando manter as ações na sombra até a denúncia oficial.

O prefeito Ricardo Nunes classificou o caso como terrível e garantiu que as vítimas recebem acolhimento institucional. Ele destacou o papel de serviços municipais na proteção de crianças e adolescentes. Se você souber de qualquer caso de abuso, denuncie de forma anônima pelo disque 100. Proteger as crianças é responsabilidade de todos.

O que você acha que precisa mudar para evitar que situações tão graves se repitam na sua região? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e ajude a abrir o debate sobre proteção e denúncia rápida para reduzir danos a crianças.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...