Governador defende redução de maioridade após caso de estupro coletivo

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a defender a maioridade penal nesta terça-feira, ao comentar a apreensão de quatro adolescentes e de um adulto suspeitos de envolvimento em um estupro coletivo contra duas crianças, de 7 e 10 anos, em Cidade Tiradentes, na zona leste. A autoridade afirmou que é preciso endurecer a resposta do Estado diante de crimes graves e reforçou a necessidade de punição adequada para quem comete esse tipo de violência.

Entenda o caso

  • Duas crianças, de 10 e 7 anos, foram atraídas por quatro adolescentes e um adulto a um imóvel da região após serem convidadas para soltar pipa, no dia 21 de abril.
  • Ao chegar ao local, as crianças foram abusadas sexualmente.
  • Alessandro Martins dos Santos, 21 anos, gravou os abusos com o próprio celular e pediu a um adolescente que continuasse a filmagem.
  • A gravação foi enviada por Alessandro a um grupo no WhatsApp e acabou caindo nas redes sociais.
  • A irmã de uma das vítimas registrou boletim de ocorrência no dia 24 de abril, após tomar conhecimento da divulgação do material.

Quatro adolescentes foram apreendidos e o adulto foi preso no interior da Bahia. Dois dos menores são irmãos, e a prisão do último investigado ocorreu na manhã de 4/5, no bairro Ermelino Matarazzo, em São Paulo. Alessandro chegou à capital paulista na tarde de 5/5. Segundo a polícia, o adulto ainda não foi ouvido pelas autoridades, enquanto os demais jovens confessaram participação no crime.

Próximos passos da investigação: a polícia busca identificar quem compartilhou as imagens dos abusos nas redes sociais. A apuração aponta que o adulto filmou o estupro e enviou o material a conhecidos pelo WhatsApp; quem divulgou pode ser indiciado. As autoridades também pedem que as pessoas que estão publicando os vídeos parem de expor as vítimas, mesmo que o objetivo seja repudiar o crime.

Além disso, a equipe de investigações apura a possibilidade de moradores da cidade terem ameaçado as famílias das vítimas para que o caso não fosse denunciado. O tema volta a ganhar espaço no debate público sobre segurança, responsabilização e proteção de crianças. Compartilhe sua opinião sobre como a sociedade deve enfrentar esse tipo de crime e qual é o papel das autoridades.

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