A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que iniciou o rastreamento de contatos dos passageiros do voo 4Z132, que saiu de Santa Helena com destino a Joanesburgo, após a morte de uma mulher holandesa por hantavírus. Ela chegou ao pronto-socorro no dia 26 de abril, com histórico de sintomas gastrointestinais e agravamento durante o voo em 25 de abril; o resultado por PCR confirmou a infecção no dia 4 de maio.
Simultaneamente, a OMS informou que três pacientes com suspeita da doença foram retirados de um navio de cruzeiro para a Holanda, enquanto a embarcação permaneceu ancorada próximo a Cabo Verde, com destino às Ilhas Canárias e à Espanha. Ao todo, oito casos foram registrados, com três confirmados por exames; um corpo permanece a bordo. Profissionais de saúde com EPIs adequados participaram da evacuação no navio, que já teve mortes associadas ao hantavírus.
As autoridades argentinas, que investigam a origem do surto, apontam a hipótese de que um casal holandês tenha contraído o vírus na cidade de Ushuaia. O hantavírus costuma se espalhar pela inalação de fezes de roedores contaminados e, em casos raros, pode ser transmitido entre pessoas. A OMS reforça que a transmissão pessoa a pessoa é rara e que o rastreamento visa detectar novos casos rapidamente.
A investigação segue em ritmo acelerado, com equipes atuando em várias regiões para conter o avanço da doença. Fique atento aos desdobramentos e às informações oficiais de saúde. Conte nos comentários o que você pensa sobre a resposta internacional a esse tipo de surto e como viajantes podem se manter mais protegidos.
