A Justiça soltou, nesta quarta-feira (13), o empresário Marcelo Batista, dono de um ferro-velho em Salvador, mediante tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares, em meio a investigações ligadas à morte de dois funcionários e a novas denúncias de homicídio ocorridas entre 2024 e 2025 na cidade.
Segundo as apurações, Marcelo também responde pelo duplo homicídio dos jovens Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento, 24, e Matusalém Silva Muniz, 25, em novembro de 2024. Famílias afirmam que, dias antes do desaparecimento, as vítimas teriam sido acusadas pelo empresário de roubar um gerador. Investigações indicaram manchas no banco de um carro de luxo pertencente a ele, e laudos periciais apontaram que as mortes teriam acontecido dentro do ferro-velho.
O empresário chegou a ter a prisão preventiva decretada pela morte dos jovens, mas não chegou a ser detido pelo crime específico naquela ocasião. Ele foi preso no curso de outra investigação e, em novembro de 2024, passou a ser procurado pela Polícia Civil. Em 27 de março de 2025, o Ministério Público da Bahia denunciou Marcelo e o soldado da Polícia Militar Josué Xavier Pereira pelos homicídios. No dia 31 do mesmo mês, a Justiça acolheu a denúncia e decretou novamente a prisão preventiva do empresário.
No dia 9 de junho de 2025, Marcelo se apresentou voluntariamente à Justiça e teve a liberdade provisória concedida, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e proibição de deixar a cidade. Em 26 de agosto de 2025, ele foi preso novamente, desta vez por tentativa de homicídio contra outras três pessoas. Em 11 de setembro de 2025, foi solto sob novas medidas cautelares.
Contudo, em 4 de outubro de 2025, houve nova prisão no mesmo processo de tentativa de homicídio, envolvendo duas ex-funcionárias da empresa, que teriam sido alvos de disparos. O mandado de prisão revogou a decisão de libertação anterior, mantendo o empresário novamente sob custódia, enquanto as investigações seguem. A cidade de Salvador continua acompanhando o desenrolar do caso, com o Ministério Público e a Polícia Civil conduzindo os trabalhos para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.
