Erros de rota e equipamento: o que se sabe sobre a morte de mergulhadores nas Maldivas

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Resumo rápido: cinco mergulhadores italianos morreram nas Maldivas em 14 de maio durante uma sessão de scooby diving. O grupo entrou por engano em um túnel subaquático e, ao perceber que não havia saída, o oxigênio acabou antes de conseguir retornar. Um mergulhador local envolvido no resgate também morreu, em meio a uma operação de busca na região ao sul de Malé.

Os nomes confirmados são Monica Montefalcone, 52 anos; Giorgia Sommacal, 20; Muriel Oddenino, 31; e Federico Gualtieri, 31. A CEO da empresa de mergulho envolvida, Laura Marroni, informou que os corpos foram encontrados próximos à saída da terceira câmara, a cerca de 50 metros de profundidade. O gerente de operações e instrutor de mergulho, Gianluca Benedetti, 44, foi localizado perto da mesma câmara na quinta-feira.

A versão divulgada pela equipe de resgate, com apoio da DAN Europe, indica que o grupo pode ter entrado no terceiro recinto por engano, entrando em pânico ao perceber que não havia saída. Marroni afirmou que, se houve desorientação, retornar seria extremamente difícil, especialmente com o ar disponível se esgotando durante o mergulho.

A empresa também destacou que os mergulhadores utilizavam cilindros de oxigênio de 12 litros, considerados inadequados para profundidades superiores a 30 metros, oferecendo apenas cerca de 10 minutos para retornar à superfície. Essa limitação de equipamento é vista como fator crítico no desfecho trágico.

Segundo La Repubblica, o sistema de câmaras no túnel envolve uma primeira câmara conectada à segunda por um corredor de cerca de 30 metros de comprimento e 3 metros de largura. A entrada para a terceira câmara fica escondida por um banco de areia, levando a um beco sem saída.

As buscas contaram com mergulhadores locais, e o sargento-mor Mohamed Mahudhee — mergulhador das Maldivas — também morreu durante o resgate, no fim de semana. A BBC e a CBS News destacam que acidentes com mergulho e snorkel são relativamente raros nas Maldivas, mas já ocorreram nos últimos anos.

Autoridades e a empresa seguem investigando as causas do incidente, com participação de especialistas para entender se falhas de rotas, de equipamento ou de gestão de risco contribuíram para o desfecho fatal. O caso evidencia os riscos do mergulho em cavernas e a importância de equipamentos adequados e protocolos rigorosos de segurança.

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