“Ele ri da Justiça”, diz família de Eliza após prisão de goleiro Bruno

Escrito por: Diógenes Cunha

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Bruno Fernandes, ex-goleiro do futebol brasileiro, foi recapturado em São Pedro da Aldeia, RJ, após descumprir regras da liberdade condicional ligadas ao caso Eliza Samudio. A prisão reacende o debate sobre justiça, feminicídio e responsabilização criminal no Brasil, já que ele permanece condenado a mais de 22 anos pelo assassinato da modelo, ocorrido em 2010 e que ganhou repercussão internacional.

A família de Eliza Samudio, representada por Maria do Carmo, afirma que a nova prisão traz alívio, mas também expõe um sentimento de impunidade que o caso carrega há anos. “Parece que o crime compensa”, disse ela, ressaltando a necessidade de que Bruno entenda a gravidade de seus atos.

Segundo Maria do Carmo, a mãe de Eliza, a família já havia sido informada sobre a prisão na noite de quinta-feira (7/5), em São Pedro da Aldeia. Ela criticou a progressão do regime de licença que permitiu viagens e saídas noturnas, apontando desrespeito às regras da Justiça.

Ela também afirma que Bruno não paga pensão ao filho de Eliza há quase quatro anos e lembrou episódios após deixar o regime fechado. A exposição pública do ex-jogador em jogos e eventos, segundo ela, contribuiu para uma possível glamourização do caso, prejudicando a luta contra o feminicídio.

“A família da Eliza continua presa na dor”, disse Maria do Carmo, que reforçou que o crime permanece sem o corpo da vítima encontrado, dificultando o encerramento emocional para os parentes. Ela informou ainda que não houve o retorno de Bruno ao semiaberto, o que, segundo ela, seria uma das situações mais absurdas.

Para a representante, o caso se tornou simbólico na discussão sobre feminicídio e responsabilização criminal no Brasil. Ela afirma que campanhas contra o feminicídio não devem conviver com a percepção de impunidade em casos dessa dimensão, ressaltando a necessidade de endurecer controles e punições quando violações ocorrem.

A Justiça apontou descumprimento das regras da liberdade condicional, incluindo viagem sem autorização, falta de atualização de endereço, violações de horários de recolhimento e presença em locais proibidos. O Ministério Público também citou falhas de monitoramento. Bruno foi considerado foragido por cerca de dois meses antes de ser localizado pela Polícia Militar em São Pedro da Aldeia.

Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato de Eliza Samudio em 2010, crime que ganhou grande repercussão internacional. E você, qual a sua opinião sobre o equilíbrio entre punição e direitos no sistema de condicional? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre esse caso e o debate que ele acirra na cidade e região.

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