VÍDEO: Procurador-geral Pedro Maia defende rigor em cachês juninos, rebate acusação de Flávio José: “MP-BA não proibiu de tocar”

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Resumo direto ao ponto: o procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Pedro Maia, rebate as declarações de Flávio José e afirma que o órgão não vetou apresentações do cantor na Bahia em 2026. Maia detalha a atuação de controle de gastos com o São João, comenta o reajuste de cachês e defende transparência e responsabilidade no uso do dinheiro público, com foco na mudança cultural da gestão estadual.

Durante a cerimônia de entrega dos Selos de Transparência do MP-BA, Maia acusa Flávio José de disseminar informações inverídicas. Ele afirma que o MP não proibiu o artista de tocar em qualquer município e afirma que o músico é, segundo ele, “um gênio da nossa raça” que expressa sua genialidade na composição de músicas que circulam no imaginário de todos nós: “Flávio José levou para a população e intensificou uma informação inverídica. O MP-BA não proibiu Flávio José de tocar em qualquer município. Nós queremos vê-lo tocar na Bahia, ele é um gênio de nossa raça que expressa sua genialidade na composição de músicas que estão no imaginário de todos nós.”

Reajuste de 40% — Maia comenta que o gasto com a contratação de Flávio José para este ano chegou a R$ 350 mil, representando um aumento superior a 40% em relação ao ano anterior. “Como cidadã, eu não posso aceitar que um gestor público aumente mais de 40% o gasto na contratação de um artista sem nenhum fator que justifique essa mudança de um ano para o outro. […] Quando o maior representante do forró fala, ele se manifesta, e eu tenho certeza de que as portas estão abertas para ele”, completa. O procurador também ressalta que o MP não impõe um teto arbitrário, mas exige coerência com os parâmetros históricos, revisando propostas que destoam do padrão anterior.

Condição essencial para Maia é separar a admiração artística da despesa pública. “Não há limite para meios privados de contratação. Olhando o parâmetro dos marcos legais, todo esse arcabouço… Eu sou do forró pé de serra, sou do sertão. O São João é o Natal do nordestino”, afirma, reforçando a necessidade de responsabilidade com o dinheiro público e a defesa de contratos baseados em critérios públicos e transparentes.

Abusos em um ano — Maia explica que a fiscalização se aplica a todos os artistas e que dispensa ou inexigibilidade de licitação não afasta o cumprimento das normas constitucionais. As medidas preventivas foram aceleradas após a identificação de abusos sistêmicos entre 2025 e 2026. O modelo baiano, desenvolvido com Tribunais de Contas e baseado no IPCA, é descrito como o começo de uma mudança cultural na gestão pública, promovendo gasto público responsável e debates mais maduros sobre prioridades.

E você, o que acha da relação entre arte e gasto público? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a fortalecer o debate sobre transparência e responsabilidade na aplicação de recursos públicos.

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