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Advogado de Trump contesta leitura da AGU sobre caso Moraes nos EUA

Advogado de Trump contesta leitura da AGU sobre caso Moraes nos EUA
Advogado de Trump contesta leitura da AGU sobre caso Moraes nos EUA

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Brasil consegue entrada formal na ação movida por Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes, no STF, após decisão da Justiça da Flórida. A Corte autorizou a participação da defesa brasileira e suspendeu, por ora, a análise de pedido de extinção. Com Donald Trump em seu segundo mandato nos EUA, o caso envolve soberania, censura online e a aplicação de decisões brasileiras no território norte-americano.

A decisão, assinada pela juíza Mary Scriven, reconhece o Brasil como parte legítima para figurar no polo da ação e determina que o governo passe a atuar formalmente no processo. O tribunal também adiou a análise do pedido de revelia formulado pela Trump Media e pela Rumble, e deu aos interessados o prazo de 14 dias para apresentar respostas ao pedido de extinção, o que inclui a apresentação de argumentos sobre imunidade e soberania.

Acervo pessoal/ Martin de Luca
Martin de Luca

O processo, aberto em fevereiro do ano anterior, acusa Moraes de promover censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita no Brasil. A ação é movida pela Rumble, plataforma popular entre conservadores, e pela Trump Media, empresa do atual presidente americano que atua no caso; Moraes também foi lembrado pelo papel da legislação brasileira sobre as plataformas digitais.

A Justiça dos EUA pediu que as empresas apresentem defesa sobre o pedido de extinção até 7 de julho. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que a decisão reconhece o Brasil como o real interessado na ação e suspende a decretação de revelia até a resolução do pedido de extinção, apresentado pelo Brasil.

O objetivo da ação é obter, nos EUA, a inexequibilidade de decisões proferidas por Moraes no exercício de suas funções constitucionais. Em nota, a AGU destacou que as decisões contestadas representam atos soberanos do Estado brasileiro, não sujeitando-se à revisão por tribunais estrangeiros. O caso continua, com as partes aguardando entendimento sobre a extensão das medidas e o eventual desfecho.

E você, como encara esse choque entre jurisdições? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte o que acredita ser o caminho mais adequado para equilíbrio entre soberania nacional e cooperação internacional na era digital.

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