Mãe ficou 5 horas com bebê morto no útero à espera de cirurgia no DF

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Gestante de oito meses, Ketlen Stefany Ferreira, ficou horas à espera de uma cesárea após a morte intrauterina do filho Alef Gael, em meio a transferências entre unidades de saúde no Distrito Federal. O caso envolve falhas de atendimento, investigações da Polícia Civil e dúvidas sobre a atuação médica.

Ketlen, de 31 anos, morava em Valparaíso (GO) e tinha nascimento previsto para 26 de julho. O casal, que administra um restaurante, vivia com o enxoval pronto e um quarto já montado para o bebê, quando a gestação ganhou contornos trágicos após a sequência de atendimentos entre unidades do DF.

Segundo boletim, o atendimento começou no Hospital Regional do Gama (HRG). Lá, exames mostraram alterações laboratoriais, incluindo plaquetas baixas. A gestante foi encaminhada ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde foi classificada com pulseira verde — caso de menor gravidade — o que, segundo a família, provocou atraso no atendimento. Por fim, o casal levou Ketlen ao Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), retornando ao HRSM em ambulância, com piora do quadro.

“A gente comprou praticamente tudo. Berço, cômodo, bastante roupa e itens de higiene. Procuramos ajuda médica e tínhamos fé de que eles iam tirar o bebê, até porque as plaquetas dela estavam baixíssimas e ela estava com dor, mas em momento algum deram importância para isso.”

Nos dias seguintes, os batimentos do feto começaram a cair e, embora inicialmente tivessem sido considerados normais pela família, na sexta-feira (19) não houve mais identificação de batimentos cardíacos da criança. O óbito intrauterino foi confirmado poucos dias depois, mantendo o caso sob apuração da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Gravidez planejada: o quarto do bebê já estava montado, com berço, cômoda e enxoval. A gestação era considerada de baixo risco até o surgimento das dores, o que gerou revolta na família diante da condução do atendimento e da percepção de que sinais de alerta foram desconsiderados.

“A gente comprou praticamente tudo. Berço, cômodo, bastante roupa e itens de higiene. Algumas coisas nós ganhamos, mas a maioria foi comprada. O nosso sentimento é de revolta.”

O caso foi registrado na 33ª Delegacia de Polícia de Santa Maria e está em investigação pela Polícia Civil do Distrito Federal. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) informou que, em 19 de junho, Ketlen relatou ausência de movimentos fetais e foi imediatamente avaliada por uma equipe obstétrica, com ultrassonografia que indicou óbito fetal intrauterino. A gestante realizou duas consultas pré-natal e uma ultrassonografia aos 20 semanas, recebendo acompanhamento multiprofissional durante a internação, conforme protocolos da unidade.

O caso permanece em apuração, com a família questionando a eficácia da rede de atendimento durante o período crítico. O hospital e as autoridades afirmam que houve atuação conforme os procedimentos, porém a comoção e a percepção de falhas persistem entre familiares e moradores da região.

Oito meses de gestação não devolvem Alef Gael, mas a história evidencia a importância de vigilância, pronto atendimento e comunicação entre serviços de saúde. E você, qual é a sua opinião sobre a gestão de casos graves como este? Compartilhe seus pensamentos nos comentários para continuarmos o debate.

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