A vereadora trans Benny Briolly, do PT, de Niterói (RJ), denunciou ter sido alvo de uma emboscada nesta quarta-feira, 23 de julho de 2026, durante visita à Aldeia Rio Pequeno, em Paraty (RJ). Conforme a própria Briolly, ela acompanhava a cacique Neusa Guarani, liderança indígena da região, em agenda para conhecer a rotina da comunidade, quando dois veículos fecharam o carro do motorista e um terceiro se aproximou, obrigando o grupo a deixar o local com rapidez. Em entrevista à coluna Fabia Oliveira, Briolly descreveu o susto: “Achei que eu ia morrer”.






O episódio ocorreu durante o expediente da tarde na zona costeira de Paraty, quando Briolly afirmava cumprir agenda ao lado de Neusa Guarani para conhecer a rotina da aldeia. Segundo informações da coluna Fabia Oliveira, a equipe precisou deixar o local às pressas por questões de segurança, com Briolly relatando que, no momento, não conseguiu verificar se havia armas.
Em entrevista à mesma coluna, Briolly classificou o ocorrido como “uma situação horrível” e reiterou que, apesar de receber ameaças com frequência, esta foi a primeira vez em que viveu um episódio com tal gravidade. “Acontecimento assim não pode se repetir”, afirmou.
Briolly informou que o caso será levado às autoridades competentes para investigação e que já está acionando o programa de proteção. “Vamos denunciar e estamos atuando para que algo aconteça”, afirmou, ressaltando a percepção de intimidação que o episódio transmite ao redor da comunidade.
A defesa de direitos humanos e a atuação de Briolly, que já teve trajetória marcada por denúncias de racismo e violência, voltam a colocar em evidência os riscos a que ativistas — especialmente mulheres trans — estão expostos ao longo de deslocamentos entre comunidades e centros urbanos.
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