A Argentina avançou para a final da Copa do Mundo de 2026 depois de vencer a Inglaterra por 2 a 1. Em meio à comemoração, os atletas ergueram uma faixa com a frase “Las Malvinas son argentinas”, gesto considerado político pela FIFA e que pode trazer consequências disciplinares.
Essa mensagem, exibida logo após o apito final, provocou rápida repercussão internacional por remeter à longa disputa entre Argentina e Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas. A FIFA classifica manifestações de cunho político como violação do espírito das competições, o que pode acarretar sanções às entidades envolvidas.
Além da faixa, houve outra linha de questionamento durante a partida: torcedores argentinos no estádio cantaram para abafar o hino inglês, incluindo o coro “quem não pula é inglês”. A legislação da FIFA prevê que comportamentos que interfiram na execução de hinos nacionais também podem gerar punições financeiras para as associações participantes.
A possível apuração ocorre justamente na semana que antecede a decisão do Mundial. A Argentina encara a Espanha no próximo domingo, às 18h, no Estádio Nova York/Nova Jersey, buscando o tetracampeonato. Conquistar o título deixaria o time de Lionel Scaloni em posição de vencer duas Copas seguidas, algo que não acontece há mais de seis décadas.
Para entender o contexto, vale lembrar a origem da tensão: as Ilhas Malvinas permanecem sob controle britânico desde 1833, mas são reivindicadas pela Argentina. O episódio mais grave ocorreu em 1982, quando os dois países travaram uma guerra de 74 dias pelo território, com 907 mortos ao todo (649 argentinos, 255 britânicos e três civis das Ilhas).
Mais de quatro décadas depois, a soberania das Malvinas continua entre os temas mais sensíveis da política externa argentina, o que explica por que manifestações sobre o assunto costumam ser tratadas pela FIFA como mensagens de caráter político. E você, o que acha dessas controvérsias envolvendo esporte e política? Deixe sua opinião nos comentários.
