Resumo: O Ministério Público da Bahia instaurou um procedimento administrativo para acompanhar a apuração de uma agressão física ocorrida no Carnaval de Salvador 2026, com possível motivação homofóbica e participação de um associado do bloco Afoxé Filhos de Gandhy.
Conduzida pela promotora Márcia Regina Ribeiro Teixeira, da 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, a investigação busca confirmar se o ataque teve motivação por orientação sexual e se foi praticado por alguém vinculado ao bloco Gandhy. A atuação visa esclarecer as circunstâncias e responsabilizar eventuais autores, com foco na proteção de direitos humanos durante as festividades.
O caso tramita sob tutela de interesses individuais indisponíveis e acompanha o inquérito policial que investiga lesão corporal por preconceito de orientação sexual contra a vítima, identificada pelas iniciais S.A.G.S. O agressor, que utilizava a fantasia do bloco no momento do ocorrido, ainda não foi formalmente identificado, segundo apuração das autoridades.
Além de monitorar os desdobramentos criminais junto à Polícia Civil, o MP busca uma articulação direta com a diretoria do Filhos de Gandhy. A ideia é que a agremiação implemente campanhas educativas, treinamentos de sensibilização e ações internas para combater e prevenir a homotransfobia antes e durante os desfiles.
O objetivo é fortalecer a segurança e o respeito no carnaval, mantendo o público informado sobre o andamento do caso. E você, qual é a sua visão sobre a atuação das autoridades na prevenção de episódios de violência por orientação sexual? Compartilhe nos comentários.
