Datafolha: com alta rejeição a Haddad, Tarcísio ganharia no 1º turno

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Eleições 2026São Paulo

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo mostra o atual governador com mais de 50% dos votos válidos. Haddad amplia rejeição e chega a 47%

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Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e governador de SP, Tarcísio de Freitas - Metrópoles

A três meses das eleições, o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vê a possibilidade da reeleição crescer. De acordo com o levantamento divulgado pelo Datafolha neste domingo (5/7), Tarcísio venceria Fernando Haddad (PT) no primeiro turno.

A pesquisa mostrou Tarcísio com 52% dos votos válidos contra 34% de Haddad. Para vencer as eleições na primeira rodada, o candidato precisa ter mais de 50% dos votos válidos.

A vantagem de Tarcísio se explica por três fatores primordiais: gestão bem avaliada, com 45% dos eleitores considerando um governo ótimo ou bom, mesmo patamar da pesquisa anterior; falta de um candidato alternativo, tornando uma eleição plebiscitária entre um ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e um ex-ministro de Lula (PT); e o aumento da rejeição de Haddad.

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Falta de concorrência

O resultado corrobora com a tese de aliados de Tarcísio que rondava os corredores do Palácio dos Bandeirantes.

Se os candidatos Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) desistissem das suas candidaturas, ele venceria a disputa no primeiro turno. Foi o que ocorreu há 15 dias. Serra e Kataguiri anunciaram, no mesmo fim de semana, que abririam mão de disputar o pleito paulista.

A escolha dos pré-candidatos, porém, enfrenta resistências dentro do partido. O presidente do PSDB, Aécio Neves, já disse publicamente que foi contra a decisão de Serra. E, Renan Santos, pré-candidato do Missão à Presidência, afirmou recentemente que o partido “precisa ter” candidato em São Paulo.

Uma eventual candidatura do Missão, em tese, tiraria mais votos de Tarcísio do que de Haddad, e poderia levar a disputa para o segundo turno.

Aumento da rejeição de Haddad

Além da falta de um candidato de terceira via, outro fator que pesa contra o petista é a alta rejeição que o seu nome carrega. Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada em março, Haddad era rejeitado por 38% dos eleitores – o número cresceu para 47%, em julho.

Já Tarcísio de Freitas, que tinha 24% de rejeição em março, está com 29% de rejeição em julho. Um crescimento menor do que do ex-ministro da Fazenda.

Bolsonaro influencia mais do que Lula

Outro ponto demonstrado no Datafolha é que os eleitores paulistas são mais influenciados pelo ex-presidente Bolsonaro do que pelo atual mandatário, Lula.

Segundo o levantamento, 27% dos eleitores de São Paulo escolheriam, com certeza, o candidato indicado por Bolsonaro, enquanto 19% votariam, sem dúvidas, no nome apoiado por Lula.

Já os entrevistados que não votariam de forma alguma no candidato apoiado por Bolsonaro são 49% e os que rejeitam dar o voto ao candidato indicado por Lula são 54%.

O Datafolha entrevisou 1.608 eleitores em 71 municípios de São Paulo, entre a quarta-feira (1º/7) e a sexta-feira (3/7). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.  A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os códigos SP-01703/2026 e BR-06481/2026.

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